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Mais de um mês depois, ocupações de escolas no Rio não param de crescer

28/04/2016 às 15:34, por Da Redação.

Já são 68 escolas ocupadas; Secretaria da Educação antecipa férias

A ocupação das escolas estaduais no estado do Rio de Janeiro, que completou um mês no último dia 21 de abril, não para de crescer. Segundo dados da Secretaria de Educação do Estado (Seeduc) , já são 68 ocupações, e a resistência secundarista continua.

O movimento teve início com a greve deflagrada pelos profissionais da rede estadual em 2 de março. Professores e funcionários lutam por melhores condições de trabalho.

Segundo a presidenta da da Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro (AMES-RJ), Isabela Queiroz, a pauta é por condições dignas de trabalho para professores e funcionários que estão sem receber, contra os cortes de verbas na educação, mas principalmente por eleições diretas para presidência da rede Faetec e direções das unidades.

”Hoje o presidente nomeado pelo governador é ex-presidente da rede de tratamento de água e é imprescindível que possamos eleger alguém competente e conhecedor da área da educação técnica”, disse.

Na última semana, a Seeduc decidiu antecipar as férias escolares para o dia 2 de maio nos colégios da rede pública ocupados por estudantes. Nas outras unidades, o recesso ocorrerá no período de 1º a 27 de agosto, conforme o calendário escolar.

INTERIOR EM LUTA!

Em Petrópolis, no interior do estado, o maior colégio da cidade também está ocupado. A decisão de ocupar o Estadual Dom Pedro II foi deliberada por uma assembleia estudantil, que por maioria de votos aprovou a ação por tempo indeterminado.

O clima na escola é de mobilização. Comissões coordenadoras foram organizadas para encaminhar as atividades de limpeza, alimentação, mídia, segurança, entre outras. Assim como foi nas ocupações de São Paulo, a auto-organização estudantil gera impacto e mudanças dentro das instituições, com limpeza dos banheiros e mesas e ações diferenciadas, como a prática de esportes.

“Nós, estudantes, temos reivindicações como eleições diretas para diretor, gestão democrática, passe livre irrestrito, abolição do Sistema de Avaliação da Educação (SAERJ), a melhoria da infraestrutura, além de nos manifestarmos em apoio à greve dos professores”, declarou a presidenta da Associação Petropolitana de Estudantes (APE), Carol Chiavazzoli, que tem ido à ocupação dar apoio aos estudantes.

APOIE UMA OCUPAÇÃO

Para apoiar a luta dos secundaristas no Rio de Janeiro é simples. Compareça à escola ocupada, leve alimentos, produtos de limpeza e de higiene pessoal. Algumas ocupações também aceitam doação de aulas para auxiliar na formação de um calendário de atividades. Para saber mais, pesquise a página das instituições ocupadas no Facebook.

Com informações UBES

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