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Mais de duas mil jovens estudantes participam do maior EME da história da UNE

26/03/2016 às 9:30, por Cristiane Tada e Renata Bars Foto: NINJA.

Fora Cunha e luta pela democracia são principais desafios destacados pelas feministas

Nesta sexta-feira (25) na arena da Universidade Federal Fluminense (UFF) em Niterói, cercada de milhares de estudantes que viajaram de todos os Estados brasileiros para o 7º EME da UNE, a diretora de Mulheres da entidade, Bruna Rocha, saudou as representantes das mais variadas forças políticas que compõe a sede máxima do movimento estudantil. “Nós somos as mulheres que mantemos a UNE, essa geração é muito significativa para o projeto de país que a nossa entidade luta desde o começo de sua existência. Por um pais mais democrático, mais plural e mais igualitária”.

“O EME é sim nosso espaço, nosso território neste país livre de machismo, livre do racismo, livre da lesbofobia, livre da transfobia e nós queremos construir nesse espaço também, uma nova cultura política, queremos construir o diálogo”, afirmou Moara Correia, vice-presidenta da UNE.

No entendimento das estudantes este é um momento crucial na história do nosso país onde elas podem ser protagonistas das mudanças que precisam para melhorar a vida de todas as mulheres brasileiras.

A presidenta da UNE, Carina Vitral, lembrou o inimigo comum das mulheres que levantou a Primavera Feminista no ano passado.

“A UNE se orgulha de poder contribuir para o movimento feminista em especial com as jovens mulheres que vão derrubar o Eduardo Cunha”. E convocou: “Nós mulheres estudantes, vamos sair do EME direto para Brasília para fazermos uma marcha, ocuparmos o Congresso Nacional, para derrotar novamente Cunha e contra a tentativa de golpe na nossa democracia”.

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Para Tatau Godinho, da Secretaria Nacional de Mulheres, a coragem das mulheres jovens é força fundamental para que este país não viva um período de retrocesso.
“ É a organização das mulheres, de jovens, combativas, militantes, feministas que vão colocar na pauta sociedade brasileira cada vez mais que nós não queremos que esse país não reconheça o que é luta das mulheres, a nossa igualdade, a busca por melhora”, afirmou.
Godinho reforça que ainda tem muito a ser feito pelo Brasil, mas o que já foi feito não pode andar para trás.
Já Gabriela de Almeida, do DCE da UFF, lembrou dos desafios que as estudantes tem ainda pela frente no cotidiano do ambiente universitário. Ela destacou que a UFF foi a universidade que mais se expandiu com o processo do Reuni e assim colocou milhares e milhares de mulheres na universidade. “ Mas se é verdade que as universidades se expandiram é verdade que ainda temos que fazer muita luta para que este seja um espaço acolhedor para nós, precisamos combater os trotes machistas, mas também precisamos defender a assistência estudantil para mulheres”.

Mulheres pela democracia

A mesa de conjuntura Feminismo em todas as estações que se seguiu à abertura do EME abordou a importância da defesa da democracia no atual momento de crise e acirramento político no país. As convidadas relembraram que somente na democracia é que torna-se possível o avanço nos direitos femininos.

”A democracia que temos hoje é a democracia que conseguimos no cotidiano da luta política enfrentando ditaduras, exércitos e imperialismos. A conjuntura que está formada é aquela que construímos em um período democrático”, falou a representante da União Brasileira de Mulheres (UBM), Lúcia Rincon.

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) relembrou a urgência de se defender os valores democráticos. ”Nós hoje precisamos levantar bem alto, mais alto do que todas as outras bandeiras, a bandeira da democracia, porque se essa se fragiliza, se essa se retrai, as primeiras atingidas são as mulheres”, enfatizou.
Carina Vitral, presidenta da UNE destacou a necessidade da unidade dos movimentos neste período. ”O que está em risco é o nosso futuro. O Prouni, o Fies, as cotas, o Pronatec e toda a expansão das universidades federais não são aceitos pela elite.  Essas iniciativas são fruto da luta do movimento estudantil que a gente conseguiu mudar o país e eles não aceitam essa mudança.  Por isso é preciso centralidade na luta pela democracia e contra o golpe”, disse.

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