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Mais de 130 campi universitários e 1000 escolas e IFEs ocupados

24/10/2016 às 17:11, por Cristiane Tada.

Greves de estudantes, professores e técnicos, bem como apoio de várias reitorias aos protestos mostram que comunidade universitária está unida contra PEC 241

Em todas as regiões do Brasil universidades estão ocupadas por estudantes que protestam contra o governo Temer e a PEC 241. Aprovada na Câmara dos Deputados na última quarta-feira (26) a ”PEC do congelamento” tramita agora no Senado e deve entrar em votação no dia 29 de novembro.

Para pressionar o governo, a comunidade universitária (professores, técnicos e estudantes) tem deflagrado greves em universidades públicas de norte a sul do Brasil.

Além das paralisações e dos inúmeros atos os universitários – a exemplo dos secundaristas que já ocuparam mais de mil escolas contra o governo Temer e a MP que impõe uma “deformação” no ensino médio – tem encabeçado ocupações nos campi que só crescem e não tem prazo para terminar. Muitas das universidades que ainda não se posicionaram estão decidindo em assembleias neste momento.

A PEC 241 é um ponto final em uma era de avanços e democratização do ensino superior no Brasil. Ela na prática altera a Constituição Brasileira para congelar os investimentos em Educação e Saúde nos próximos 20 anos. Para a UNE há um desmonte na educação agindo de forma acelerada. “ De uma forma avassaladora, Temer ataca a educação, põe fim nos royalties do pré-sal para educação, e inviabiliza a destinação dos 10% do PIB para Educação, impossibilita que o PNE seja efetivado, restringe os investimentos por 20 anos, coloca em cheque todos os avanços e conquistas. Há um, a sanção da reformulação do ensino médio é um boicote ao ensino público e ao modelo de uma escola transformadora”, destaca documento aprovado pela diretoria da entidade.

Nesta segunda-feira (31), 134 campi universitários,  e mais de 1000 escolas e Institutos Federais, estão ocupados contra a PEC 241 e o Governo Temer.

Clique aqui e acompanhe a lista atualizada de hora em hora.

 

“Estamos em luta e resistindo contra os desmandos do curto governo golpista. Sabemos que a juventude, o povo negro, os pobres, as mulheres e a população LGBT serão os setores mais massacrados pelo desmonte de políticas sociais arquitetado por Temer”, explica ainda documento da UNE.

Reitorias e administrações engrossam o coro contra a PEC 241

Diversos reitores e administrações de universidades tem apoiado o levante contra a alteração na Constituição que mudará os rumos da educação no Brasil.
A administração da UESB, afirmou em nota que “em respeito ao que preconiza a constituição de 1988, que garante ao povo brasileiro, indistintamente, direito à educação e saúde, se solidariza a todos os movimentos que estão acontecendo concomitantemente em todo país contra a PEC 241/2016”.

O Conselho Universitário (CONSUNI), da Universidade Federal de Goiás (UFG) também divulgou que analisou em profundidade a proposta de Emenda à Constituição 241, que institui um Novo Regime Fiscal para o país e concluiu que as consequências de sua implementação serão “desastrosas tanto para a educação quanto para a saúde, a seguridade social , bem como todos os programas sociais que são desenvolvidos no âmbito do Governo Federal”.

Já a comunicação da Universidade Federal Fluminense afirma que a PEC 241 não apenas ameaça a continuidade dos avanços dos últimos anos como “parece destinada a fazer girar para trás a roda da história”.
A UFF afirma que em nome de um ajuste fiscal, a PEC 241 direciona a arrecadação do Estado Brasileiro para o pagamento dos juros da dívida com o sistema financeiro, em detrimento dos investimentos urgentes, necessários e estratégicos nas estruturas do país. “Sem recursos, as universidades públicas ficam impedidas de concluir obras em andamento – transformando o que seria investimento em desperdício – e afeta de maneira cruel e desproporcional um imenso contingente de estudantes em situação de vulnerabilidade social”.

A reitoria da UFVJM e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), UFMG também se posicionaram contra a PEC 241.

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