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Maira Pinheiro – candidata a vereadora pelo PT em São Paulo

13/09/2016 às 17:14, por Cristiane Tada.

Maira Pinheiro tem 26 anos, é mãe solo da Betânia e feminista. Começou a militância no movimento estudantil da Faculdade de Direito da USP, onde participou da gestão do Centro Acadêmico XI de Agosto em 2011. Maira também foi Secretária Geral da União Estadual dos Estudantes de São Paulo. Durante a Faculdade participou de projetos em penitenciárias, com adolescentes em medida socioeducativa e também sobre violência doméstica.

Assim que ficou grávida da Betânia, passou a se envolver na luta pela saúde das mulheres e pela humanização do parto e nascimento. Sua filha nasceu em um parto domiciliar e a partir dai decidiu se tornar doula e desde então trabalha com o acompanhamento de mulheres na gestação e no parte. Maira é empreendedora e tem uma marca de slings (carregadores de bebê).

Maira quer ser vereadora por que acredita na importância das mulheres e da juventude ocuparem a política, para que a voz e as demandas daquelas e daqueles que estão fora dos espaços de poder colocadas como prioridades.

Queremos uma política que dê conta desse nosso anseio por liberdade, que entenda as novas formas de expressão e reivindicação que vêm surgindo. Que seja protagonizada pelo povo, em especial pela juventude, pelas mulheres, pelos negros e negras, pelos LGBTs, e por todas e todos aqueles que estão nas trincheiras da luta combatendo a caretice e o retrocesso. A luta que fazemos na rua, nós queremos levar para dentro da Câmara Municipal.

Por que você é candidatA?

Sou candidata porque acredito na importância de nós mulheres jovens ocuparmos os espaços de poder e fazermos nossa voz ser ouvida. Ainda somos minoria no legislativo e somente empoderando as novas candidaturas poderemos transformar a política. Disputar uma eleição é difícil e desgastante, ainda mais quando se é mãe solo, como é o meu caso, mas é também uma oportunidade de construir uma campanha combativa e de opinião, que traga importantes provocações para o debate político. Precisamos falar de aborto, de antiproibicionismo, do funk enquanto resistência, precisamos trazer o olhar juventude para o centro da política.

Qual sua proposta para juventude?

Acredito que o olhar sobre a juventude deve estar presente em todas as políticas e isso deve se efetivar garantindo que estejamos representadas nos espaços de poder, tanto no legislativo quanto no executivo. Defendemos um olhar transversal, que promova uma interface com pautas como a cultura, a educação, a mobilidade, o trabalho, segurança, saúde, mulheres, combate ao racismo. Defendemos a expansão das ações de fomento à cultura, principalmente aquelas voltadas à juventude da periferia; a representação da juventude nos conselhos participativos; políticas públicas voltadas à promoção do empreendedorismo e da economia solidária e criativa com recortes específicos para a juventude, como por exemplo para as jovens mães; ampliação das políticas de redução de danos, levando essa abordagem para zonas boêmias e fluxos. Acreditamos na ocupação criativa e permanente do espaço público.

Qual a sua proposta para Educação?

Uma das principais bandeiras da nossa campanha é a expansão do horário das creches. Defendemos também um mapeamento da demanda de serviços de cuidados para mães e pais que trabalham no período noturno e educação infantil em tempo integral. Acreditamos que a educação deve ser pública, laica, gratuita, de qualidade e sem mordaças. Também proporemos a criação de cursos presenciais na UniCEU, inclusive (mas não exclusivamente) com enfoque na economia criativa.

A favor ou contra o Escola sem Partido?

O Escola sem Partido é uma ofensa à democracia e um retrocesso na educação. Sob a falácia de uma defesa da neutralidade, o projeto na verdade defende a censura e aprisiona o conhecimento e o pensamento crítico, e é uma expressão bastante ideológica do conservadorismo e fanatismo religioso que vêm crescendo na política brasileira. O problema é que derrotar o projeto no âmbito do legislativo é apenas um dos passos necessários. Educadores em todo o país já vêm sofrendo assédio e todo tipo de perseguição , com ou sem a aprovação de leis com esse tipo de proposta. É preciso promover um debate profundo sobre qual a educação que queremos, qual forma de ensinar e de aprender que queremos, necessariamente com a participação das e dos estudantes, trabalhadoras e trabalhadores, gestoras e gestores e sociedade como um todo.

Tem alguma proposta para mobilidade? Qual?

Defendemos a expansão do passe-livre, e alguma forma de gratuidade ou meia passagem aos finais de semana. Queremos mais faixas exclusivas e corredores de ônibus, mais ciclovias e a mais estações de bicicletas em toda a cidade. O transporte melhorou com a gestão Haddad, o tempo que as pessoas gastam se deslocando diminuiu e agora temos ônibus noturno, mas queremos avançar ainda mais. Políticas de mobilidade melhoram a qualidade de vida das pessoas, pois com elas ganhamos tempo para vivermos melhor.

 

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