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Maior EME da história tem início no Paraná

01/05/2015 às 20:46, por Renata Bars, de Curitiba.

 

6ª edição do evento reúne mais de mil mulheres e exalta as ”vozes feministas”

Pelo auditório montado na Universidade Federal do Paraná (UFPR) , em Curitiba, um único som ecoava: as ”vozes feministas” trazidas pelas cerca de mil meninas presentes na noite desta sexta-feira (1/5) bradavam toda sua força contra o machismo durante a abertura da 6ª edição do Encontro de Mulheres Estudantes da UNE (EME).

”Esse é o EME no qual teremos oportunidade de debater uma universidade livre do machismo, livre da violência. Nós mulheres já somos maioria nas universidades, mas a estrutura de poder ainda é machista, ainda é excludente. Ainda somos invisibilizadas nos currículos acadêmicos e é por isso que este espaço certamente se localiza em uma conjuntura de muita luta das mulheres de todo Brasil por uma nova universidade, por um país mais democrático e por uma sociedade livre do patriarcado que tanto quer nos oprimir”, falou a presidenta da UNE, Virgínia Barros.

A mesa de abertura foi composta por importantes nomes da luta feminista como a presidenta da União Paranaense dos Estudantes (UPE), Elys Marina, a presidenta da Central Única dos Trabahadores no estado paranaense, Regina Cruz, o reitor da UFPR, professor Zaki Akel, o ex-deputado federal e relator da CPI sobre a violência contra as mulheres, Doutor Rosinha, a representante da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras, Laura de Jesus, a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública no Paraná (APP), Marley Fernandes, a representante da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), Nalu Faria e a diretora de mulheres da UNE, Lays Gonçalves.

A diretora da UNE parabenizou o ato em comemoração e luta do 1º de maio realizado pela manhã no centro de Curitiba e reforçou a importância do apoio dos estudantes aos trabalhadores e trabalhadoras do país. A difícil situação enfrentada recentemente pelos professores paranaenses também teve destaque em sua fala.

”Estamos vivenciando o maior EME e cada uma das meninas presentes aqui é parte disso. Quero parabenizar a nossa participação no ato pelo dia dos trabalhadores e trabalhadoras que foi um sucesso e mostrou que estamos contra esse governo conservador que quer tirar direitos dos professores e professoras. A diretoria de mulheres da UNE é fruto de uma política que acredita que por meio da auto organização das mulheres é que a gente vai debater como o patriarcado , o racismo, o machismo e a lgbtfobia impactam as nossas vidas. É aqui que a gente vai conseguir pensar mecanismos de transformação.

Se não nos empoderarmos, o movimento estudantil e a sociedade como um todo continuará tendo seus espaços de poder masculinizados. Vamos à luta”, exclamou Lays.

MULHERES EM TODOS OS ESPAÇOS

A presidenta da APP- Paraná relembrou a luta vivida pelas mulheres para conquistar espaços de poder nas universidades e na política. ”Lutamos pelo espaço devido que nos cabe que é o espaço de dirigentes também na política. Estamos ainda rompendo barreiras e nos fortalecendo. Ser professora é saber que temos um desafio histórico: nossa profissão é desvalorizada porque somos maioria mulheres. Por isso espaços como o EME são tão importantes para para construir a igualdade no nosso país. Nossa luta é todo dia: contra o machismo, contra o machismo e contra o machismo”, enfatizou Marley.

Em sua fala, o reitor da UFPR destacou que a liberação do espaço da universidade para encontros como esse demonstram acolhimento e ressaltam a importância do movimento estudantil e das mulheres para a sociedade. ”Quando fui procurado para ceder esse espaço, ficamos muito felizes. Apesar de todas as dificuldades operacionais estamos fazendo o possível para acolher todas as meninas, para que elas possam utilizar o restaurante universitário. A nossa universidade é uma das poucas no pais que mantém o apoio a encontros e eventos como esse dentro dos campi. Acreditamos que todo espaço de congraçamento faz parte da vida universitária. É um prazer poder recebê-las”, disse.

Como espaço auto-organizado, o EME é construído apenas por mulheres. A abertura é o único momento em que homens são convidados.

O 6º EME acontece até o próximo domingo, dia 3 de maio, com muitos debates, oficinas e grupos de discussão feministas.

”Se reconhecer feminista é um gesto de amor a si mesma e a todas as companheiras. Todas nos queremos livres, viva o feminismo e viva a nossa luta”, destacou a presidenta da UBES, Bárbara Melo.

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