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Luta pela educação: Uerj segue ocupada

02/12/2015 às 13:13, por Renata Bars/ Foto: Bruno Bou.

Protestos exigem pagamentos das bolsas e salários em atraso; mais dois campi foram ocupados

Enquanto mais de duzentas escolas são ocupadas pelos secundaristas no estado de São Paulo, estudantes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) anunciaram na noite da última terça-feira (01/12) a continuidade da ocupação em protesto contra os atrasos no pagamento das bolsas permanência e salários dos funcionários terceirizados.

A assembleia que decidiu pela permanência dos estudantes contou com a presença de mais de 800 pessoas no campus Maracanã, local que já vinha sendo ocupado desde o dia 30 de novembro. Após o anúncio de paralisação, os campi de Duque de Caxias e Rezende também foram ocupados.

O presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE-RJ), Leonardo Guimarães, acompanhou a assembleia. Ele afirmou que a ocupação continuará enquanto não forem realizados os pagamentos das bolsas dos estudantes cotistas e os salários dos terceirizados.

‘’O movimento segue por tempo indeterminado até que nossas reivindicações sejam atendidas’’, disse.

Sem bolsa, sem aula

Hoje, 40% dos matriculados na Uerj são cotistas que dependem da bolsa oferecida pela instituição para manterem-se nos estudos. Sem o repasse, despesas com transporte, alimentação e moradia comprometem a permanência desses estudantes.

É o caso de Victor Rodrigues, estudante do último período de Engenharia Eletrônica do campus Maracanã.

‘’O valor oferecido pela universidade mal cobre as despesas com transporte e alimentação. Ficar sem receber então se torna um grande problema. Uma universidade pioneira no sistema de cotas não deveria passar por isso’’, desabafa.

Victor gasta em média R$14 por dia entre ônibus e trens, nas idas e vindas da universidade, sem contar o dinheiro desembolsado no bandejão e com os gastos acadêmicos, como xerox por exemplo.

Para a diretora de universidades públicas da UNE, Graziele Monteiro, que está acompanhando e dando apoio à ocupação, este é um problema que se estende em todo o estado.

‘’A UEZO se quer tem campus e a UENF sofre com o descaso na assistência estudantil. Fora as FAETEC que deveriam ser grandes centros de pesquisa e não são.  Por isso estamos puxando um ato na ALERJ dia 16, quando será votado o orçamento da educação’’, revelou.

Uerj paralisada

As atividades da Uerj estão paralisadas desde 24 de novembro, quando a reitoria suspendeu as aulas durante uma semana, em razão do estado precário de conservação das instalações. Na ocasião, o reitor Ricardo Vieiralves de Castro afirmou, por meio de nota, que a ausência de funcionários terceirizados de limpeza deixou a universidade em “condições insalubres”.

Segundo o governo, a falta do repasse de verbas à universidade deve-se à crise financeira do Estado. Para o orçamento de 2016, o governo anunciou em outubro que prevê a redução de 22% no custeio e de 4% no investimento.

Confira mais informações na página do DCE Uerj

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