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Luta contra Reforma da Aposentadoria continua: 15 de Março é dia de greve!

10/03/2017 às 17:26, por Redação com informações do Brasil de Fato.


Estudantes, Professores, Metroviários, Metalúrgicos, Bancários, Correios, Químicos, devem parar em todo o país

Depois de um 8 de Março de muita luta em todo o Brasil, as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e o Fórum das Centrais Sindicais planejam um dia de paralisação nacional no próximo 15 de Março. As mobilizações estão sendo puxadas pelos setores da educação como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a Confederação Nacional de Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) que protestam principalmente da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287, que muda as regras da aposentadoria no país.

A CNTE espera a adesão de mais de um milhão de professores e profissionais da rede pública de ensino na greve nacional que será deflagrada na data em questão. São 48 entidades filiadas entre indicatos municipais e estaduais de professores.

A medida estabelece idade mínima de 65 anos para homens e mulheres poderem se aposentar e ainda exige contribuição de 49 anos para que o trabalhador possa receber o valor integral do salário. Alguns benefícios também poderão ser desvinculados do salário mínimo, diminuindo o valor da aposentadoria ao longo do tempo. Leia mais sobre o assunto>>>

O presidente da CNTE, Heleno Araújo, explica que no caso dos trabalhadores em educação, o impacto da reforma da Previdência será “brutal”. “Uma professora que atualmente se aposenta após 25 anos de contribuição vai ter que trabalhar um total de 49 anos para receber o salário integral, ou seja, querem elevar em mais de 400% o tempo que essa docente teria que trabalhar para se aposentar”, exemplifica.

Na última quarta-feira (08), Dia Internacional da Mulher, centenas de professoras e professores paulistas se reuniram no Vão Livre do Masp em uma assembleia que propôs uma greve nacional e denunciou o teor misógino da reforma da aposentadoria.

UNE, UBES e ANPG nos ruas

As entidades estudantis também estarão nas ruas, escolas e universidades realizando atos e paralisações.

“Os estudantes brasileiros não aceitam mais nenhum centavo a menos para a Educação e nenhum direito a menos. A Reforma da Aposentadoria além de sabotar o nosso futuro, afeta diretamente a vida de milhares de trabalhadores e professores”, destacou a presidenta da UNE, Carina Vitral.

Ela explica que com a reforma grande parte dos jovens, mesmo começando cedo, só conseguirão se aposentar com mais de 70 ou 75 anos. “Na prática, os muitos que lidam com o desemprego ou com alguns anos de trabalho na informalidade não conseguirão ter tempo de vida e saúde suficiente para se aposentar integralmente”.

Atos por todo o Brasil

A paralisação, que vai atingir todos os estados do país, inaugura um calendário intenso de mobilizações envolvendo centrais sindicais e movimentos populares contra a PEC 287, Nenhum Direito a Menos, Fora Temer e por Diretas Já.

Em São Paulo, as centrais um ato unificado a partir das 16 horas, no Masp, na Avenida Paulista com a principal bandeira a defesa da aposentadoria, contra a reforma da previdência.

A paralisação tem a participação de Metroviários, Metalúrgicos, Bancários, Correios, Químicos, Escolas estaduais e municipais em todo o Brasil.

Veja onde já tem atos confirmados:

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