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‘Foco exagerado na corrupção tira atenção do que importa’, diz Luiz Pinguelli

09/05/2018 às 0:59, por Alexandre de Melo.


Diretor do COPPE da UFRJ, o Físico e Engenheiro Nuclear Luiz Pinguelli Rosa, afirma que a ineficiência das empresas estatais é um mito do liberalismo

A UNE Volante promoveu o debate “O Papel da Engenharia na Construção de um Projeto Nacional de Desenvolvimento” nesta terça-feira (08) na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Um dos participantes do encontro foi o Físico e Engenheiro Nuclear, Luiz Pinguelli Rosa.

Pinguelli é diretor do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas e ex-presidente da Eletrobas. Ele conversou com a reportagem da UNE Volante sobre privatização, corrupção e caminhos possíveis para o desenvolvimento brasileiro

Na sua opinião, qual é o real interesse nas privatizações?

O projeto das privatizações é deixar o Brasil em posição subalterna, principalmente com relação aos EUA. O Temer é um fantoche. Não tem ideias próprias. É um vazio. Quem está no poder é o mesmo grupo que estava no poder no período do Fernando Henrique Cardoso. Eles têm o maior interesse em descaracterizar o Brasil como nação. Eles são pessoas que não agem de acordo com os interesses nacionais. As privatizações vem nesse contexto, com as ideias que tentaram se impor no governo Collor e depois no FHC. 

COmo acabar com a corrupção sem desmontar as empresas estatais?

A corrupção tem pouco coisa a ver com as empresas estatais. A corrupção é inerente ao Capitalismo. É uma questão mundial que não é exclusiva do Brasil. Claro que no Brasil as empresas estatais se envolveram em corrupção, mas não é uma problema exclusivo. A corrupção é um sistema. A gente pode acabar com a corrupção no sentindo de coibi-lo, mas a nossa grande questão de desenvolvimento não pode ser a corrupção. Isso é uma ideia antiga que vem do Carlos Lacerda. O foco exagerado na corrupção tira a atenção do que importa no Brasil. Quer dizer que tem que fechar a Petrobras por conta da corrupção? Mas e a Wolkswagen que enganou o mundo todo com as emissões de gases de seus automóveis? Mesmo assim, os alemães não fecharam a Wolks, como os desvairados da elite tentam fechar as estatais brasileiras quando aparecem os casos de corrupção. No livro “A Ditadura dos Cartéis”, escrito por um industrial e engenheiro chamado Kurt Rudolf Mirow, é mostrado como as multinacionais exploram o Brasil. É curioso como os procuradores nunca olham para esse lado. Existe essa tendência da classe dominante brasileira de ser contra o Brasil

As estatais podem ser mais eficientes?

A questão da ineficiência das empresas estatais é um mito do liberalismo. Uma das empresas mais eficientes do setor elétrico do mundo é a EDF francesa, totalmente estatal. Nas privatizações brasileiras tem ocorrido muito a participação das grandes estatais chinesas que são as empresas que mais crescem no mundo. A grande mídia e os liberais alimentam esse mito porque eles são contra a participação do Estado na economia e contra qualquer ideia que beneficie a população como um todo. São contra as estatais em favor da chamada eficiência das empresas privadas que é acima de tudo uma forma de gerar lucro e não para pensar soluções para o País.

Como a Universidade pode contribuir no debate de desenvolvimento do Brasil?

O que a UNE está fazendo com a UNE Volante é fundamental. Conversar, publicar, discutir e confrontar a opinião dominante. A Universidade é um espaço para se ter liberdade. É sintomático a proibição dos cursos que se chamam “Golpe de 2016”. Os procuradores e juízes estão muito mancomunados. A classe dominante da qual eles pertencem tem criado uma perseguição a liberdade acadêmica, mas a Universidade deve seguir lutando para se manter como espaço de ideias livres. O conhecimento acumulado deve passar para a população. O Darcy Ribeiro tem uma teoria muito interessante. Ele dizia que o que atrapalha o Brasil não é o povo. O povo é generoso e laborioso. O que atrapalha o Brasil é a classe dominante, que são uns filhos da puta. Eu não sei onde a gente arrumou uma burguesia tão vagabunda como essa…

 


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