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Lucas Reis – candidato a vereador pelo PT em Salvador (BA)

13/09/2016 às 17:01, por Cristiane Tada.

A história de vida de Lucas Reis começa como a da maioria dos baianos. Infância simples, pais trabalhadores, Lucas nasceu e foi criado no bairro de Cajazeiras, em Salvador. Do contato direto com essa realidade nasceu a consciência social que lhe daria o gosto pela política. Lucas conhece as dificuldades enfrentadas pelos jovens. Mais que isso, sabe como boas oportunidades, combinadas com esforço e superação, são importantes para a melhoria da qualidade de vida do nosso povo. Por ter estudado em escolas públicas, Lucas entende que está ali, naqueles jovens, a energia necessária para a verdadeira transformação da nossa realidade.

No curso de Pedagogia na UNEB, Lucas se destacou no movimento estudantil. Foi vice-presidente do DA, coordenação do DCE e logo chegou ao Conselho Universitário. Sua defesa pelo apoio à permanência dos estudantes mais carentes resultou na criação da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil. Em 2009, foi um dos líderes da histórica ocupação da universidade.

A liderança nas lutas do ME levou Lucas a ser protagonista na defesa das políticas de juventude e ser destaque no Partido dos Trabalhadores. Na militância na juventude do PT participou ativamente das campanhas de Jaques Wagner e Rui Costa ao Governo da Bahia, de Lídice, Otto e Pinheiro ao Senado, mas foi ao lado de Waldir Pires que mais conquistou: identidade de projeto, cumplicidade política e uma relação de respeito e amizade, baseada no mesmo sonho de construir uma Salvador mais justa e democrática.

Por que você é candidato?

Por decisão de um conjunto de companheiros e companheiras do meu partido, o PT, do mandato do vereador e ex-governador Waldir Pires, e de diversos coletivos de luta pelos direitos da juventude, das mulheres, da cidadania LGBT, dos negros e negras, e das comunidades e bairros populares de Salvador. Sou candidato por entender que a política deve ser ocupada e protagonizada pelos jovens que lutam por uma sociedade mais justa, humana e igualitária.

Qual sua proposta para juventude?

Entendo que juventude não é apenas um estágio da vida, uma faixa etária ou um período de importantes escolhas e definições. É isso e muito mais. Juventude é uma condição social específica e como tal ela se relaciona com os principais problemas sociais de maneira singular. O desemprego, a falta de educação de qualidade, o acesso à cultura, o direito à vida, essas questões afetam o conjunto da população, mas atingem de maneira mais forte a juventude. Portanto, é preciso construir e implementar políticas públicas de juventude, para a juventude, mas também com a juventude. Os jovens devem ser protagonistas da sua própria trajetória pois é na juventude que estão armazenadas, e até aqui bloqueadas, as energias necessárias para transformar positivamente a nossa sociedade. Nossa capital precisa implementar políticas públicas de emprego e renda, de educação, cultura, saúde e segurança que tenham o jovem como foco mas também como coautor destas soluções. Apostar na juventude é investir em Salvador.

Qual a sua proposta para Educação?

É preciso compreender a Educação como a área mais importante e de maior responsabilidade da sociedade para com seus cidadãos. Neste sentido, defendo a ampliação dos investimentos do orçamento municipal em educação, para além dos valores mínimos constitucionais. Educação é prioridade e precisa ser prioridade também no orçamento de Salvador. Somente com a ampliação do investimentos poderemos tornar realidade a valorização da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, a ampliação da rede de creches, a valorização dos professores e demais profissionais de educação, e melhorar a infraestrutura das escolas. Somado a estas questões precisamos ter atenção especial à assistência estudantil, como por exemplo o transporte para deslocamento dos estudantes, e a ampliação das escolas de tempo integral. Por fim, em um momento em que o conservadorismo tenta avançar sobre nossas conquistas nos Direitos Civis e Direitos Humanos, é preciso estar vigilante e na luta para que a liberdade de pensamento e os debates de gênero e diversidade não sejam atacados pelo obscurantismo falso-moralista.

A favor ou contra o Escola sem Partido?

Absolutamente contra. No meu entender o Escola sem Partido é uma aberração político-ideológica, fruto do que de mais tacanho existe na direita conservadora do Brasil. Sob a desculpa de buscar uma suposta neutralidade, esse projeto pretende censurar o papel do professor na sala de aula, engessar o ensino histórico e científico, e inibir o debate político. O projeto busca acabar com a escola como principal instrumento de formação da cidadania. Ele é uma afronta ao legado do mestre Anísio Teixeira, para quem a máquina de fazer democracia é a escola. O Escola sem Partido é um ataque à cultura de paz, de respeito às divergências, de boa convivência e tolerância com o diferente. É uma estúpida tentativa de “bolsonarizar” a sociedade brasileira.

Tem alguma proposta para mobilidade? Qual?

Essa é uma questão importante para Salvador: o direito à cidade. Ela tem relação com a qualidade de vida da população, com tempo perdido no trânsito, com as possibilidades de integração dos diversos moldais, mas ela é principalmente o direito de se locomover, de ir e vir, de viver a cidade em sua plenitude. Como os jovens moradores dos bairros populares podem experimentar a cultura e o lazer em Salvador, se as opções de transporte público são escassas e não funcionam 24 horas? Como combinar estudo e trabalho se os meios de transporte disponíveis são caros e não há espaço para meios alternativos de locomoção? Salvador precisa de um modelo de transporte que dê várias opções ao cidadão. De carro, de metrô, táxi, ônibus, a pé ou de bicicleta, o soteropolitano tem que ter meio para se movimentar com rapidez, conforto e segurança. Aliás, o prefeito deveria esquecer sua tradição autoritária e abrir o diálogo com a cidade sobre o Uber, por exemplo, que além de significar nova opção de transporte, também é uma alternativa de geração de renda para a juventude.

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