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Linha do Tempo: 1 ano do golpe na presidência da república

31/08/2017 às 16:20, por Cristiane Tada.


Sob o pretexto de combater a corrupção e mudar o Brasil, há um ano Michel Temer assumiu o poder por meio de manobras políticas e alianças escusas. Relembre: 

Setembro 2016 – Violência nas manifestações Fora Temer

No mês da pátria atos em todo o país contra o impeachment da presidenta Dilma e pelo Fora Temer balançaram todo o Brasil. Em São Paulo milhares se reuniram mais de uma vez na Avenida Paulista e a PM tucana respondeu com a truculência habitual. A estudante Deborah Fabri, de 19 anos foi ferida por uma bomba da Polícia e perdeu a visão do olho esquerdo.

 

Outubro 2016 – Fim do Programa de Agricultura Familiar

Um duro golpe para os trabalhadores e trabalhadoras do campo. O Programa foi criado no governo Lula para promover o acesso à alimentação e incentivar a agricultura familiar e foi uma das ações estruturantes do Programa Fome Zero.

Novembro 2016 – Entrega do Pré-Sal ao capital estrangeiro e ataque à Educação

Sem a Petrobras mais como operadora única da exploração do pré-sal, a Lei dos Royalties, que destinou 75% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do pré-sal para a educação foi fortemente impactada. A atuação de empresas estrangeiras inviabilizou o Fundo Social do Pré-sal e, consequentemente, as metas do Plano Nacional de Educação.

Dezembro 2016 – PEC 55: 20 anos sem investimento social

A emenda Constitucional 98 estabelece que o orçamento para setores como a educação, saúde, segurança pública se mantenha estagnado pelas próximas duas décadas. São quatro gerações de estudantes que não verão nenhum investimento ou melhoras no sistema de ensino do país.

 

Janeiro 2017 – Crise nos presídios e gafes do governo PMDB

No início do ano a crise carcerária no Brasil explodiu. Em 15 dias foram mais de 130 mortos em oito estados da federação. Temer minimizou a carnificina e veio a público dizer que lamentava o “incidente pavoroso” após o segundo maior massacre de presos no país, com a morte de 56 detentos em Manaus. Na o ocasião secretário nacional da Juventude Bruno Júlio (PMDB-MG), afirmou que “tinha era que matar mais” e “tinha que fazer uma chacina por semana”.

Fevereiro 2017 – A “deforma” do Ensino Médio

Por meio de uma medida provisória e totalmente sem diálogo com a comunidade escolar, a reforma do ensino médio foi aprovada com um modelo autoritário, atacando disciplinas como a sociologia e a filosofia e rebaixando a qualificação dos professores. Uma tentativa de sucateamento do ensino público.

Março 2017 – Aprovação da terceirização irrestrita

Com a mudança, qualquer atividade de uma empresa poderá ser desempenhada por um trabalhador terceirizado, precarizando as relações de trabalho e revogando conquistas importantes da Consolidação das Leis do Trabalho.

Abril 2017 – Cortes da Educação e fim de programas

A Educação teve R$ 4,3 bilhões em despesas bloqueadas. Por conta disso, foram suspensas novas vagas para o Fies, ProUni e Pronatec, bem como decretado o fim do Ciências Sem Fronteiras para a graduação.

Maio 2017 – Escândalo de Joesley, Temer e JBS

Vieram à tona gravações do dono da JBS, Joesley Batista, em que o presidente Michel Temer (PMDB) parece autorizar uma mesada de propina para manter calados o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) e o operador Lúcio Funaro, ambos presos na Operação Lava Jato.

Junho 2017 – Temer denunciado por corrupção pela PGR

Pela primeira vez no Brasil um presidente é denunciado, no exercício do mandato, pela Procuradoria Geral da República. A denúncia foi instaurada no dia 26 de junho no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva, com base na delação da JBS.

Julho 2017 – Fim da CLT com a Reforma Trabalhista

A “reforma trabalhista” aprovada por Temer praticamente rasga a CLT interferindo em mais de 100 pontos que vigoravam há 74 anos. A principal mudança é a do chamado negociado sobre o legislado, quando convenções e acordos poderão se sobrepor às leis. Isso quer dizer que a CLT não é mais fundamental nos direitos dos trabalhadores

Agosto 2017 – Entrega da Amazônia e privatizações

Temer assinou um decreto que liberava a mineração em uma reserva ambiental na Amazônia do tamanho do estado do Espírito Santo. A medida ameaça parques, florestas e terras indígenas. O desgoverno anunciou também entregar a Eletrobrás e diversas estatais estratégicas para à iniciativa privada.

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