Pular para o conteúdo Pular para o Mapa do Site

Notícias

Últimas Notícias

Jovens de tribo indígena levam suas pautas para Brasília

31/03/2016 às 20:11, por Rafael Minoro, de Brasília.

Índios Xakriabá, de Minas Gerais, cruzaram 14 horas de estrada para chegar à capital federal

Uma das grandes diferenças das passeatas dos setores progressistas da sociedade é a sua diversidade. A Brasília deste 31 de março reuniu mais uma vez todas as gentes, trabalhadores do campo e da cidade, estudantes, jovens, pessoas mais velhas e mais novas.

Do norte de Minas Gerais, um grupo de cerca de 50 índios da tribo Xakriabá, da cidade de São João das Missões, cruzaram 14 horas de estrada para trazer as suas lutas para as ruas da capital federal.

O jovem Edigar Kanaykó, de 25 anos, faz parte de um coletivo audiovisual indígena com ramificações em algumas cidades do Brasil. “Comunicação para dar visibilidade sobre quem somos. A mídia distorce o que é ser indígena”, diz.

Edgar hoje é formado pela UFMG em licenciatura para educadores indígenas e já produziu curtas, documentários e vídeos sobre sua cultura.

Sem título

Nesse sentido, Jurana Kanaykó, 23 anos, explica o trabalho que a tribo faz junto à juventude com uma educação também voltada para a cultura indígena. “Temos que entender e passar para os mais jovens a base da nossa identidade.”

Segundo ela, a Constituição de 1988 garantiu que os índios pudessem ter uma educação diferente para manter a sua história e raízes.

“Foi no fim da ditadura que garantimos direitos e na democracia pudemos avançar um pouco mais. Por isso estamos aqui hoje. Não vamos aceitar que os mesmo que querem aprovar a PEC 215 e os que são os responsáveis pelo genocídio do povo indígenas sejam os que estão desconstruindo a democracia”, repudia Jurana.

Os índios Xakriabá fazem duras críticas à PEC 215, que vai retirar da presidência da república a tarefa de demarcar terras indígenas. “Passar essa responsabilidade para esse Congresso que é formado pelos mais conservadores deputados e senadores da história, é atacar os direitos dos índios”, critica Edigar.

Pular para o Conteúdo Pular para o Topo