DJ Ladeira, Conexão Baú, Médicos da Peste, Desaforo Norte, Marcelo Café, RAPadura e Martinha do Coco foram as atrações do festival
O céu de Brasilia esteve ainda mais belo e serviu de cenário perfeito para a turma balançar durante o Festival Inquietações nesta quinta-feira (03), na Universidade de Brasília.
Passaram pelo palco do Teatro de Arena da UnB: DJ Ladeira, Conexão Baú, Médicos da Peste, Desaforo Norte, Marcelo Café, RAPadura e Martinha do Coco. Confira um resumo da agitada noite.
Hino da resistência contra o Fascismo que voltou a ser hit no Brasil por conta da série “A Casa de Papel, a canção Bella Ciao tem uma versão funk proibidão, você sabia? Pois é. DJ Ladeira desfilou um set de grandes versões de funk proibidão que misturavam Beatles e até a versão de MC MM para Bella Ciao, chamada “Só Quer Vrau”. Ouça aqui
Em seguida, a Conexão Baú aqueceu o público que estava chegando das aulas da UnB com um som que mistura rap e rock a la Planet Hemp. As pedradas na orelha seguiriam com o rap engajado de Médicos da Peste e Desaforo Norte. Conheça um pouco da trajetória e ouça o som de Brunno Costa, o Desaforo Norte, aqui

Teve techno brega e funk coreografado nos intervalos dos shows? Teve, sim senhor! Crédito: Bárbara Marreiros
Achou que não iria ter samba? Achou errado, jovem! Marcelo Café trouxe o gingado do samba e o swing do samba rock para o palco do Inquietações. Mesmo em uma apresentação voz e violão, o cantor conseguiu sacudir a estudantada com canções que traziam o orgulho negro como principal tema.

Marcelo Café trouxe o samba rock de orgulho negro. Crédito: Davi Dutra
Logo depois, o cearense Rapadura uniu o rap de Brasília com os repentes e os cordéis nordestinos. “Vocês querem conhecer o rei do flow? Vão ouvir Jackson do Pandeiro, minha gente”, convocou Rapadura. O público foi totalmente cativado com a interação do cantor. “Eu digo Arre e vocês digam Égua! Eu digo Fora e vocês dizem Temer”. Sinta um pouco dessa vibe ouvindo “Reza Vela / Nordeste me Veste” com O Rappa e Rapadura aqui

Rapadura une Brasília e Nordeste em sua música. Crédito: Davi Dutra
A recifense Martinha do Coco tem uma sólida carreira musical no Distrito Federal misturando ritmos como o samba de coco, o maracatu e a ciranda. Apesar disso, Martinha lançou o primeiro disco apenas no ano passado, após 10 anos de carreira.

Martinha do Coco coloca todos os estudantes para formar a ciranda na UnB. Crédito: Bárbara Marreiros
Martinha encerrou a noite do festival com uma comunhão dos estudantes dançando ciranda e cocos de variados estilos. A integração estava funcionando de tal maneira que a impressão era que o público ouviria Marinha do Coco por mais duas horas tranquilamente.

Após a ciranda em Brasília, a próxima parada do Festival Inquietações é em Minas Gerais. Crédito: Bárbara Marreiros