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Inácio Arruda: “A fusão do MCTI é uma implosão, uma loucura golpista”

16/07/2016 às 11:58, por Natasha Ramos.

Durante Coneg, secretário do governo do Ceará dispara contra extinção do MCTI

“A Fusão do MCTI e os retrocessos à Ciência no Brasil” foi tema de um dos debates do 64º CONEG na tarde desta sexta-feira (15).  Participaram Inácio Arruda, secretário de Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará (Secitece); Vanderlan Bolzani, vice-presidenta da SBPC; e Gino Genaro, secretário de Comunicação e Cultura do SindCT.

Para Arruda, essa fusão é, na prática, uma implosão do Ministério de Ciência e Tecnologia. “Poderíamos tentar agregar algumas estruturas com o Ministérios das Comunicações, como uma área voltada para pesquisa de telecomunicações que teria sentido trazer para dentro do MCTI, mas, jamais o contrário. Isso significa uma implosão”, denunciou.

“A fusão é uma loucura golpista porque é a diminuição de custos, diminuindo meia dúzia de cargos. É uma verdadeira estupidez”, disparou Arruda.

Para ele, a extinção do MCTI é uma medida que vai na contramão de políticas que visam à soberania nacional. “O MCTI nasceu de um processo de algumas décadas de luta que envolveu a comunidade científica, a comunidade acadêmica e gente do povo que compreendia o papel de se ter instrumentos que garantissem um desenvolvimento mais sustentável do país”, afirmou.

Inácio apontou que durante os anos do governo Lula ocorreu um grande debate o não contingenciamento dos recursos destinados à pesquisa científica e tecnológica o que permitiu estruturar laboratórios importantes, “colocando-os em pé de igualdade com o que há de melhor no mundo”.

#FICAMCTI

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Desde o anúncio da fusão dos ministérios, a comunidade acadêmica tem se mobilizado contra a medida. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência foi uma das entidades que se posicionou veementemente contra a extinção. “Nós achamos que é um retrocesso, por isso, que nós estamos tão empenhados para que os nossos governantes reconheçam a importância da ciência, tecnologia e inovação para o Brasil”, disse Vanderlan.

A reunião anual da SBPC, realizada no começo de julho, em Porto Seguro, foi marcada por diversas manifestações do #FICAMCTI.

“Defendemos que o orçamento para Ciência e Tecnologia seja pelo menos o que foi em 2013, que era em torno de R$ 9 bilhões. Atualmente, está em torno de R$ 4,5 bi.  Isso significa uma perda de 50%”, diz a vice-presidenta da entidade.

Arruda aponta para a movimentação da comunidade acadêmica diante desse retrocesso de dimensões gigantescas. “Há um movimento muito forte dentro da academia, nós tivemos seguidas reuniões agora com diversas entidades científicas, reunião fortíssima da ABC, a reunião da SBPC foi marcada por tumultos relativos a fusão dos ministérios, todas as estruturas acadêmicas se manifestaram denunciando a fusão como uma liquidação, uma implosão, então há uma forte resistência e esse movimento precisa crescer e ganhar uma força muito grande tanto dentro do Congresso Nacional quanto fora”.

A exemplo do que aconteceu com o Ministério da Cultura, cujo anúncio de sua extinção mobilizou diversos artistas para a reversão da medida do governo golpista, Arruda defende a mobilização dos cientistas e pesquisadores. “Esse talvez seja um momento, tragicamente, da Ciência e Tecnologia ganhar uma face com os pesquisadores e cientistas se mostrando para o Brasil”, acrescenta.

 

Fotos: Rebeca Belchior – CUCA da UNE

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