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II Carta Aberta aos Estudantes, Comunidade Acadêmica e Sociedade Fluminense

13/09/2017 às 13:06, por Natasha Ramos.


O DCE da UERJ publica carta sobre a atual situação da universidade

Nos últimos dias, fomos bombardeados por muitas notícias sobre UERJ. Nesta carta, queremos tratar sobre elas e nos posicionar enquanto gestão do Diretório Central dos Estudantes, entidade geral legítima de representação estudantil da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Gostaríamos de repudiar as recomendações enviadas pelo Ministério da Fazenda para adequação orçamentária estadual para cumprimento das metas acordadas, entre elas a revisão da oferta do ensino superior e demissão de servidores ativados do estado. Por mais que não esteja escrito explicitamente o fechamento da UERJ, revisar significa fazer alterações, e essas alterações em um momento de reajuste orçamentário não significa aumento da oferta, e sim corte. Precisamos lembrar aqui que o Presidente da ALERJ, Jorge Picciani, declarou que considera a UERJ cara, nos tratando como mero gasto supérfluo, mesmo sabendo que a maioria das universidades do país e do mundo custam muito mais aos cofres públicos do que UERJ.

Se os governantes não sabem, vamos explicar mais uma vez: Educação superior pública e gratuita é investimento! Investimento na produção de conhecimento de excelência, de tecnologia de ponta que poderia ser revertido para tirar o estado e o país da crise se fossem pensadas como tal.

Reduzir vagas, fechar qualquer uma das três universidades estaduais ou privatizar por meio de OS é acabar com inúmeros projetos de pesquisa, com atendimento hospitalar a baixo custo para a população, com a excelência acadêmica que garante o diploma na mão do filho do trabalhador.

É importante frisar que essas sugestões serão enviadas aos outros estados que farão acordos com a União para recuperação fiscal, o que colocará mais universidades estaduais em cheque. Isso é um golpe contra a Educação pública! Por isso, essa recomendação também coloca sob risco as universidades federais. Se o Governo Temer não se preocupa com as universidades estaduais e recomenda que a oferta do ensino superior seja revista nos Estados, o que garante que ele não revisará à nível federal?

Não aceitaremos nenhuma redução de vagas, fechamento de cursos e/ou campi, ou que as Universidades estaduais sejam fechadas. Essa crise é de prioridades! Se tem dinheiro para manter os salários do governador e sua cúpula altíssimos (quase 30 mil reais fora regalias do cargo), tem que ter dinheiro pras Universidades!

Sobre a ideia do Pezão de colocar os formados pela universidade pública e gratuita para trabalhar dois anos para o Estado, precisamos antes analisar o discurso. Ele trata o estudante como se fosse um indivíduo que fica só dentro de sala de aula por 5, 6 anos, praticamente à toa, e trata a universidade como um grande contingente de mão-de-obra barata para o Estado. O governador demonstra que não conhece absolutamente nada sobre a Universidade. Ele desconhece que nós, estudantes, fazemos pesquisas importantíssimas para a sociedade e devolvemos o investimento feito em nós por meio dos projetos de extensão, internatos e afins. Ele desconhece porque não está interessado em entender a capacidade que nós, a UERJ, e demais universidades temos para ajudar o estado a sair dessa crise colossal. Por isso, antes de dizer hipocritamente que os estudantes usam do dinheiro público para benefício próprio, o excelentíssimo governador deveria seguir as nossas recomendações:

1) pare de usar o dinheiro público em benefício próprio;
2) faça pela população o que a UERJ e seus estudantes fazem mesmo precarizada;
3) garanta tratamentos de alta complexidade e educação pública, gratuita e de qualidade;
4) invista nas Universidades públicas para criação de mais grupos de pesquisa e extensão, para que assim a formação acadêmica esteja atrelada à prestação de atendimento ao público;
5) receba e dialogue com os movimentos sociais para construir para tratar dos pontos críticos que estão assolando nosso Estado.

Por fim, investimento em educação não é dinheiro jogado fora. É a garantia de um futuro digno para
quem estuda e para toda a sociedade!

Assinam:
DCE UERJ – Gestão Nosso Sonho Não Vai Terminar

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