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Gustavo Petta – candidato a vereador pelo PCdoB Campinas (SP)

13/09/2016 às 17:08, por Renata Bars.

Gustavo Petta nasceu em Campinas (SP), no dia 26 de dezembro de 1980. Filho de pais professores, despertou para a política acompanhando as irmãs mais velhas nas passeatas do Fora Collor. Militando na União da Juventude Socialista (UJS), iniciou sua trajetória no grêmio estudantil dos colégios Pio XII e Prof. Aníbal de Freitas. Nessa época, presidiu a União Campineira dos Estudantes Secundaristas (UCES), tendo ajudado a conquistar, no final da década de 90, desconto de 60% no preço da passagem de ônibus para estudantes do segundo grau em Campinas. Logo depois presidiu o DCE da PUC-Campinas, onde cursou a faculdade de Jornalismo. Entre 2003 e 2007 foi eleito por duas vezes seguidas presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) – período em que liderou a recuperação do terreno da Praia do Flamengo, 132, local da antiga sede da entidade que havia sido tomado pela ditadura militar. Ajudou também a construir e implementar no Brasil o Programa Universidade Para Todos (Prouni), que incluiu milhares de jovens de baixa renda na universidade. Em 2009 assumiu o cargo de Secretário Municipal de Esportes em Campinas. Implantou 26 km de ciclofaixas na cidade, resgatou os Jogos Universitários, viabilizou a formação de uma equipe nacional de vôlei – a Medley Campinas – e deu início à construção do centro olímpico de alto rendimento. Em 2010 candidatou-se a deputado federal pelo PCdoB obtendo 60.176 votos – o que lhe deixou na suplência. Em 2012 foi eleito vereador em Campinas com 3.219 votos. Em 2014, assumiu a vaga de deputado em Brasília pelo período de um ano e ajudou a aprovar o Plano Nacional de Educação e o Marco Civil da Internet. De volta à Câmara Municipal de Campinas, apresentou e aprovou projetos de leis importantes, como o que assegura a entrada gratuita de crianças menores de 12 anos em eventos esportivos, a lei que proíbe homenagens a torturadores em ruas e praças públicas da cidade, a lei que criou o Conselho Municipal da Juventude e a Lei Cultura Viva, entre outras. Atualmente é candidato a reeleição com uma plataforma voltada para temas relacionados à Cultura, Educação e Esporte.

1) Por que você escolheu ser candidato?

Porque acredito que a política é o melhor instrumento que um cidadão pode ter para transformar a sociedade, conquistar mais direitos e construir uma cidade mais humana – e são estes objetivos que me movem. É preciso elevar o nível de consciência política da população e acho que posso contribuir de alguma forma, com as minhas ideias e ações. Também estamos vendo o avanço de uma onda conservadora, que nega a política enquanto retira direitos dos trabalhadores, da juventude e das minorias. É preciso que mais gente progressista e de esquerda ocupe espaços na política para enfrentar e barrar as pautas dos fascistas. Por isso também sou candidato de novo.

2) Qual sua proposta para a juventude?

Em Campinas, ajudei a construir e aprovar o Conselho Municipal da Juventude, visando uma maior participação dos jovens nas discussões e formulações de políticas públicas. Acredito que o empoderamento da juventude é fundamental para que avancem as políticas para este segmento, como o primeiro emprego e a educação pública de qualidade, gratuita e laica. A inclusão digital dos jovens das periferias também é uma bandeira que defendo através da criação de laboratórios de fabricação digital, os FabLabs – experiência testada e aprovada pela Prefeitura de São Paulo.

3) Qual sua proposta para a educação?

A educação deve ser pensada de modo transversal, de modo que esteja em permanente diálogo com outras áreas do conhecimento humano, como a cultura, o esporte, a ciência e a tecnologia, entre outras. Além de lutar pela superação do deficit de vagas na educação infantil, pela ampliação da educação integral e pela valorização dos professores, proponho a implantação do programa Cultura+Educação nas escolas da rede municipal. O programa, de nossa autoria, visa elevar o nível do ensino a partir da interação entre escola e comunidade. A ideia é incorporar ao currículo oficial atividades artísticas e culturais de grupos locais, levando em consideração a identidade cultural do bairro em que a escola está situada.

4) A favor ou contra a Escola sem Partido?

Sou frontalmente contra o conceito de “Escola sem Partido”. Primeiro porque o próprio nome do projeto configura uma armadilha. Nenhuma escola tem partido, isso não existe. O que existe é a liberdade de discussão em sala de aula. O aluno pode e deve ter acesso a múltiplas visões de mundo e interpretações da realidade. É assim que se forma o cidadão crítico, objetivo central da escola. Proibir o professor de manifestar uma opinião é censura. Seria uma nova lei da mordaça e isso é totalmente anticonstitucional. Na verdade, o que os defensores do “Escola sem Partido” querem é que apenas as suas opiniões sobre a história, a política e a economia sejam abordadas em sala de aula. Eles têm uma visão conservadora de mundo, que muitas vezes confunde Estado e religião, e não admitem o contraditório.

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