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Grito dos Excluídos ocupa as ruas do país no dia da Independência

04/09/2015 às 17:44, por Cristiane Tada.

Devem ocorrer manifestações nas principais ruas do país

A semana da Pátria é tradicionalmente uma semana de luta para os movimentos sociais. É quando é realizado o Grito dos Excluídos, um conjunto de manifestações populares que ocorrem até o dia da Independência do Brasil, sete de setembro.

Estas manifestações têm como objetivo dar visibilidade aos excluídos da sociedade, denunciar os mecanismos sociais de exclusão e propor caminhos alternativos para uma sociedade mais solidária.

“Queremos dar voz a pessoas indígenas, povos tradicionais, quilombolas, pessoas em situação de rua, enfim esse grito que está dentro dessas pessoas realmente excluídas de toda e qualquer acesso na sociedade”, diz a coordenadora Nacional do Grito dos Excluídos, Rosilene Wansetto.

Este ano o lema escolhido é “Que país é esse que mata gente, que a mídia mente e nos consome”, e questiona a ação dos meios de comunicação, as causas e os direitos dos trabalhadores bem como a violência no Brasil.

Em São Paulo a 21º edição do grito dos excluídos acontecerá no dia 7 de setembro, com concentração a partir das 8h30, na Praça Oswaldo Cruz (Avenida Paulista), entre as estações de Metrô Brigadeiro e Paraíso.

Às 10h, iniciará uma caminhada pela Avenida Paulista, até o Monumento das Bandeiras, ao lado da Assembleia Legislativa de São Paulo.

Em Fortaleza, a caminhada também acontece no feriado da Independência, com concentração a partir das 7h30, na Praça do Cristo Redentor, em frente ao Seminário da Prainha.

Em Porto Alegre, o ato também é no dia 7 de setembro, a partir das 9h na Av. Aureliano de Figueiredo Pinto, 155 (em frente ao CTG da Azenha).

Diversas outras manifestações devem acontecer nas principais cidades brasileiras.

A carta do Grito dos Excluídos 2015 convoca os movimentos populares que foram as ruas no dia 20 de agosto, novamente voltam às ruas “para defender os avanços das políticas públicas de inclusão social, desenvolvimento econômico com geração de emprego e renda, manutenção dos direitos trabalhistas e sociais e respeito à diversidade, em defesa da democracia, contra o ajuste fiscal, por outra política econômica.” Leia na íntegra:

Grito dos Excluídos 2015

Contra o Golpe e o Ajuste Fiscal

Por Democracia, Mais Direitos e Políticas Públicas 

Os movimentos populares que foram as ruas no dia 20 de agosto, novamente voltam às ruas, para defender os avanços das políticas públicas de inclusão social, desenvolvimento econômico com geração de emprego e renda, manutenção dos direitos trabalhistas e sociais e respeito à diversidade, em defesa da democracia, contra o ajuste fiscal, por outra política econômica.

Gritamos contra o avanço do conservadorismo, que se expressa na tentativa de criminalizar a esquerda, as organizações das classes trabalhadoras e os movimentos sociais.

Gritamos “Fora Cunha”, que teve uma das campanhas mais caras de 2014, financiada por vários setores empresariais, e agora envolvido na operação Lava Jato. O deputado foi denunciado pela Procuradoria Geral de República por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Gritamos contra a ofensiva da direita, que se sustenta numa onda conservadora que dissemina ódio, intolerância e preconceito, defende o retrocesso com relação os direitos dos trabalhadores e aos avanços socais conquistados por meio de muitos anos de luta da classe trabalhadora e dos movimentos sociais.

Gritamos contra a redução da maioridade penal e o genocídio da juventude pobre, negra e periférica e contra a terceirização, que retira direitos, provoca demissões e reduz salários dos trabalhadores (as).

Gritamos por uma reforma política, não apenas eleitoral, que impeça que os grupos econômicos escolham e financiem seus preferidos como os “representantes” do povo. Defendemos reforma tributária que cobre imposto dos ricos. É preciso instituir o imposto sobre grandes fortunas e heranças, e combater a sonegação fiscal. Não aceitamos corte nas áreas e programas sociais.

Gritamos por outra política econômica, não aceitamos que o ajuste fiscal penalize a classe trabalhadora, com perda de direitos e diminuição de recursos dos programas sociais e de distribuição de renda.  Os ricos que paguem a conta.

Gritamos pela manutenção e a ampliação dos direitos e programas sociais, pelas reformas política, tributária, agrária e urbana. Não vai ter golpe!

São Paulo, 7 de setembro de 2015.

CMP (Central de Movimentos Populares)

CUT-SP (Central Única dos Trabalhadores)

UMM (União dos Movimentos de Moradia)

FLM (Frente de Luta por Moradia)

UMPS (União dos Movimentos Populares de Saúde)

MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)

Levante Popular da Juventude

MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens)

UEE-SP (União Estadual dos Estudantes)

MMTP (Movimento de Moradia Para Todos)

MMVL (Movimento de Moradia Vermelho para Lutar)

FACESP (Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo)

MMM (Marcha Mundial das Mulheres)

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