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Grande encontro da educação em Brasília: união e resistência

14/11/2016 às 18:10, por Natália Pesciotta.

As entidades nacionais de professores e trabalhadores da educação mais importantes do Brasil participarão de encontro com a UNE e estudantes ocupados de todo o Brasil. O tom é de unidade e força total contra a PEC do teto

União e resistência foram os termos mais ouvidos pelo site da UNE em entrevistas com as mais importantes entidades ligadas à educação no Brasil, que se reúnem com estudantes neste feriado da República. O encontro de Brasília, que contará com a diretoria da UNE e estudantes ocupados de várias regiões, promete ser fundamental para articular atividades unificadas e um discurso forte contra retrocessos impostos pelo governo Michel Temer. O principal ataque, agora, será contra a PEC do teto, ou “PEC do fim do mundo”, que está para ser votada no Senado.

Entidades de classe representativas como Contee, Andes, Proifes, Andifes, Fasubra, CNTE e Sinasefe pretendem mostrar disposição para enfrentar medidas que atacam a educação, mas não só isso. Querem também sensibilizar a sociedade de que a emenda constitucional não será boa pra ninguém que se importa com a educação pública. As principais críticas são a impossibilidade de cumprir as metas do Plano Nacional de Educação, se houver um congelamento dos recursos, e o espaço que se abrirá para a privatização do ensino.

Como resultado das reuniões, espera-se articular uma caravana ao senado no dia da votação da PEC 55, antiga 241, 29 de novembro. Além disso, a ideia unificar outras ações do mês, como paralisação no dia 25. E proclamar um manifesto único das organizações de ensino, para chamar atenção para a causa, que foi tão defendida em qualquer manifestação dos últimos anos, mas tão atacada nos últimos meses.

Veja Por que importantes atores nacionais vão participar do encontro:

Eblin Farage,

Eblin Farage, do Andes

“Vemos na UNE e nos estudantes um sopro de ânimo para as lutas dos professores, por isso queremos estar articulados e construir ações junto com eles. Vemos também, neste momento, uma importância grande de unificar forças para estarmos nas ruas fortalecidos contra a PEC 55. Esta é nossa bandeira comum agora.”

“Hoje já temos uma seleção para ver quem entrará na universidade pública, ou seja, já não há ensino para todos. Não tem como oferecer ensino de qualidade com redução de verbas” 

Eblin Farage, do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) 

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Eduardo Rolim, da Proifes

“Com a cobertura da mídia atual, vende-se a ideia de que é preciso ajustar gastos e está tudo bem. Precisamos convencer as pessoas de que é o contrário. Por isso é importante a união dos servidores, professores e estudantes, para ter um discurso afinado e vencer a batalha na opinião pública.

“A PEC é claramente a abertura de espaço para privatizações.”

Eduardo Rolim de Oliveira, da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituição Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (Proifes)

 

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Gilson Reis, da Contee

Gilson Reis, da Contee

“Todas essas ações, o acúmulo de forças, vão sinalizar a nossa capacidade de enfrentamento ao golpe, e consequentemente, de barrar medidas como essa PEC.”

“Eles querem ter a liberdade de investir menos que os 18% do orçamento público federal que hoje vão para educação e saúde. E abrir espaço para o setor privado avançar nessas áreas.”

Gilson Reis, coordenador geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em estabelecimentos de Ensino (Contee)

 

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balduino2“Caso uma PEC semelhante à PEC 241 estivesse valendo a partir de 1998, corrigidos para janeiro de 2016 pelo IPCA., portanto, ‘congelados’ num patamar próximo de R$ 17 bilhões, que foi o valor de 1998, teríamos um total acumulado de R$ 378,7 bilhões, subtraídos da educação no período 1998-2016.”

Gustavo Balduíno, secretário executivo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes)

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“Talvez, de todos os setores sociais, a educação seja aquela que esteja sendo atacada por mais lados, do ponto de vista financeiro, da concepção e até político-democrático. Em função disso, é essencial que neste momento todas as entidades da educação consigam agora efetivamente concretizar uma unidade, não apenas na defesa dos nossos direitos, como para tentar dialogar com o conjunto da sociedade”

Fabiano Godinho Faria, coordenador geral do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe)

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Gibran Ramos, da Fasubra

“Está na hora de construirmos a unidade de todos aqueles que são contra a PEC do fim do mundo… A educação está se levantando contra esses ataques e por isso precisamos fortalecer um calendário unificado de lutas. Dia 29, todos a Brasília!”  

Gibran Ramos Jordão, coordenador geral da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnicos-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Pública no Brasil (Fasubra)

 

 

Leão, da CNTE

Roberto Leão, da CNTE

“A CNTE está junto com os estudantes nesse luta pela defesa da educação pública de qualidade por uma educação libertadora que não seja de adestramento, e que tenha uma perspectiva de futuro. A educação não é custo, é investimento, é estratégica para o país andar com suas próprias pernas, produzir ciência e conhecimento”

Roberto Franklin de Leão, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)

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