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Gilcimar – candidato a vereador pelo PT em Salvador (BA)

13/09/2016 às 17:07, por Cristiane Tada.

 

O jovem soteropolitano Gilcimar Brito sabe da realidade de morar, viver, estudar e trabalhar em Salvador, e de onde foi criado, na Boca do Rio, a sua trajetória de militância começa a ganhar contornos ainda na Escola em que estudava, o Col. Est. Rômulo Almeida. Morador da periferia e estudante de escola pública, começou a se organizar politicamente no movimento estudantil secundarista, pautando a defesa dos interesses dos estudantes, denunciando o extermínio da juventude negra nas periferias da cidade, construindo as lutas no combate à Lgbtfobia contra o machismo e reforçando as fileiras de luta pela cultura popular.

Exerceu papel decisivo durante a Revolta do Buzú de 2003, que mobilizou milhares de estudantes contra mais um aumento abusivo do transporte público municipal. Todo o acúmulo do processo de construção durante a Revolta do Buzu viria se consolidar no ano seguinte, em 2004, com a fundação de uma entidade que agregasse Grêmios e Estudantes por toda a cidade, que viria a se chamar Associação de Grêmios e Estudantes de Salvador – AGES, entidade que fundou e presidiu por duas gestões. No ano seguinte, em 2005, Gilcimar mostra força na base e é eleito para a diretoria da União Brasileira dos Estudantes Secundarista, patamar que aliado ao seu histórico de construção, consolida sua liderança com os estudantes secundaristas baianos.

Em 2006 a jovem liderança dos secundaristas baianos, Gilcimar Brito, enfrenta o autoritarismo do então prefeito João Henrique sobre a transição do cartão de meia passagem para estudantes, contrário desde o início a implementação do Salvador Card, Gilcimar construiu fóruns, debates e lutas com a pauta central da meia passagem, o que resultaria num recuo do prefeito com a proposta, determinando por um período a suspensão da implementação do sistema.

Gilcimar é defensor do fim das limitações de passagens no Salvador Card, assim também, como o fim da taxa de revalidação e o estabelecimento do pagamento facultativo, bandeiras de luta que carrega consigo e que tem interferência direta na vida da juventude soteropolitana, principalmente a juventude das áreas periféricas da cidade, marginalizada por uma política de segurança pública ultrapassada, e que carece de qualquer política pública efetiva que ofereça educação, oportunidade e qualificação. A trajetória de luta de Gilcimar teve também o movimento estudantil universitário e encampando novas mobilizações, que o credenciou para ser eleito Diretor de Cultura do Diretório Central dos Estudantes da UFBA, democratizando o debate sobre o tema com a comunidade universitária e construindo espaços de discussões interativos com os  estudantes, além da defesa da Política de Cotas, da ampliação das Ações Afirmativas e por mais Assistência Estudantil.

Por que você é candidato?

Sou candidato porque represento uma geração de jovens oriundos das bases do movimento social, principalmente o estudantil, e que tem o dever de disputar a opinião da sociedade, assim como defender o legado de transformação social e conquista de direitos da última década e a nossa candidatura é fruto de muito acúmulo sobre a cidade, é fruto dos anseios e necessidades da juventude soteropolitana que é que mais sofre com o desemprego no país, ou seja, sou candidato porque acredito que podemos transformar a vida da juventude com política pública, inclusão e mais direitos e tudo isso só disputando os rumos da política.

 Qual sua proposta para juventude?

Para propor a juventude, antes de mais nada é preciso conhecer seus anseios, seus sonhos e suas angústias, então partimos da questão: do que a juventude soteropolitana precisa? Basta ir a qualquer bairro periférico de Salvador para responder a esta pergunta e notar que para início de conversa, a juventude não tem espaço de lazer na cidade. Não tem pista de skate, quadra de futebol, e os que tem estão sucateadas como é o caso da pista de skate no Vale dos Barris por exemplo. A atual gestão municipal em Salvador decidiu resumir lazer e esporte a construção de praças, principalmente nas regiões mais nobres da cidade, e no final das contas praça somente não resolve, por isso que a nossa candidatura propõe políticas públicas efetivas que fomente o skate com novas pistas e nas áreas periféricas da cidade também, com realização de torneios e concursos por meio da Secretaria Municipal de Esporte do Executivo, propomos também a criação do “Escola Aberta a Comunidade” que pretende abrir as instituições municipais de ensino aos finais de semana com curso gratuitos e oficinas de break dance, hip hop e dentre outras voltadas a juventude do bairro em que se localiza a Escola Municipal, tem outra questão interessante também, que são os Djs em Salvador e como essa profissão tem crescido cada vez mais entre os jovens e por isso acho que temos que propor uma regulação desse mercado com incentivo e fomento, para que esses jovens Djs possam, por exemplo, serem contratados através de um edital para a realização de eventos patrocinados pela Prefeitura, e assim seria para grupos de danças por exemplo, ou seja, a nossa proposta é a inclusão, essa juventude existe e hoje infelizmente é invisibilizada e marginalizada por uma gestão truculenta e que não conhece a realidade da cidade.

Portanto, acreditamos que só a inclusão poderá reparar minimamente o tratamento histórico que os sucessivos governos municipais tem dado a juventude em Salvador, é por isso que quando propomos a Tarifa Social no transporte público municipal alguns ainda acham que é uma proposta inviável, mas nós não achamos e pretendemos propor um Projeto de Lei, caso seja eleito, que vai tratar sobre a Tarifa Social no sistema municipal de transporte do Salvador, onde as famílias cadastradas em programas como Bolsa Família ou qualquer outro programa social do governo municipal, estadual ou federal, tenha o direito de pagar metade do valor da tarifa em vigência, pois, o valor do transporte consome parcela significativa do orçamento familiar e como Salvador infelizmente lidera no índice de desemprego, o valor da tarifa tem se tornado cada vez mais um elemento importante na hora de fechar qualquer conta dentro de casa.

Qual a sua proposta para Educação?

Estamos propondo o “Escola Aberta a Comunidade” que pretende abrir as instituições municipais de ensino aos finais de semana com curso gratuitos e oficinas de break dance, hip hop e dentre outras voltadas a juventude do bairro em que se localiza a Escola Municipal, além de propor a criação dentro da Secretaria Municipal da Educação que fomente a criação de Grêmios Estudantis e outras organizações representativas dentro da Escola, pois , só com gestões verdadeiramente participativas e democráticas vamos conseguir tirar a educação de Salvador dos tristes índices que hoje se encontram.

A favor ou contra o Escola sem Partido?

Sou absolutamente contra. É uma bizarrice conservadora que afronta a educação, os estudantes e os professores, é uma verdadeira Lei da Mordaça, é desconhecer a realidade das escolas públicas, enquanto de um lado os Planos Municipais de Educação tem sofrido duros ataques das bancadas conservadoras, do outro, propõem uma bizarrice como o Escola Sem Partido para desviar o foco da verdadeira operação de retirada de direitos em curso no país e a juventude tem sido cada vez mais o principal seguimento da sociedade mais atingido e com o Escola Sem Partido isso tende a aumentar, pois, a livre organização, de pensamento e de opinião estão ameaçadas, sinceramente não consigo pensar como uma professora de história vai lecionar sobre sem falar do golpe de 64, da queda de Collor, da repressão militar, ou seja, é uma visão conservadora e atrasada de educação e com toda certeza a juventude brasileira lutará contra esse projeto.

Tem alguma proposta para mobilidade? Qual?

A mobilidade urbana em Salvador é uma das pautas mais caras a juventude soteropolitana, não é à toa que em 2003 a Revolta do Buzu mobilizou milhares, eu sou fruto desta geração, que enfrentou ACM, Imbassahy, João Henrique, com a pauta da mobilidade na mesa, inclusive, eu acho mesmo é que Salvador ainda precisa amadurecer muito sobre a sua mobilidade urbana, pois, é uma política inexiste na agenda dos sucessivos prefeitos que a cidade já teve, nem um Plano Municipal de Mobilidade Urbana temos! Muito menos ainda um Fundo Municipal de Mobilidade Urbana, ou seja, tudo o que há de estruturante em termos de mobilidade urbana em Salvador hoje é oriundo das intervenções do Governo do Estado, mas a parte do município continua não sendo cumprida e segue a política do balcão de negócios liderada pelo SETEPS (Sindicato dos Empresários do Transporte Público de Salvador), que é uma caixa preta, tem a Prefeitura que responde aos interesses do SETEPS e a Câmara de Vereadores onde por coincidência ou não, o SETEPS tem a sua própria bancada, a última licitação feita pela gestão municipal foi um verdadeiro clube de negócios, os consórcios formados são basicamente do mesmo dono, pois, em Salvador tem empresário que é dono da metade da frota da cidade inteira e agora na nova modalidade estabelecida pela Prefeitura, várias empresas formam um consorcio que cobre uma determinada área da cidade, ou seja, o cartel legalizado. É por isso que além de propor a Tarifa Social no sistema municipal de transporte público, vamos propor também a reativação do Conselho Municipal de Transporte que tenha a participação da sociedade civil organizada e que seja deliberativo, vamos lutar também contra a privatização das estações de transbordo da cidade, e caso seja eleito vamos propor um Projeto de Lei que reestruture as estações de transbordo com toda qualidade necessária aos usuários e que abrigue shoppings populares que possa comportar vendedores autônomos devidamente cadastrados pelo município, acreditamos que é possível estações acessíveis, confortáveis para os usuários e que ao mesmo tempo, abrigue um mercado popular organizado e com constante regulação dos órgãos responsáveis, o que não podemos é cair na lógica da privatização que no final das contas torna-se um presente de grego assim como a Estação da Lapa, onde a Prefeitura recauchutou, construiu lojas para as grandes empresas, vai construir um sofisticado shopping em cima, enquanto isso os ambulantes continuam espremidos nas ruelas do centro improvisadas pela Prefeitura, resumindo que é uma política de segregação mesmo e a nossa lógica de mobilidade é justamente o contrário, é incluir pra gerar emprego, renda e oportunidade.

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