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Frente Povo Sem Medo reforça luta contra Cunha e ajuste fiscal

09/11/2015 às 13:27, por da Redação com informações de Érica Aragão/ CUT - Foto: Mídia Ninja.

Em São Paulo, ato reuniu mais de 50 mil pessoas; lideranças manifestaram-se contra política econômica, por mais investimentos em educação e pediram Fora Cunha

“Fora Cunha, fora já daqui, e leve com você o ministro Levy”. Esse foi o grito que ecoou na Paulista neste domingo (8) em ato que começou no vão livre do Masp e foi até o Parque do Ibirapuera.

Segundo a Frente Povo Sem Medo, que organizou a marcha mais de 50 mil pessoas marcharam contra o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, que vem implementando políticas contra o povo, principalmente contra as mulheres, e também contra o ajuste fiscal, do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que prejudica a classe trabalhadora.

O ato terminou em frente ao Parque do Ibirapuera com a ocupação do Monumento às Bandeiras e com o grito de guerra da Frente: “Aqui está o povo sem medo, sem medo de lutar!”

A Frente Povo Sem Medo, que reúne UNE, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Central Única dos Trabalhadores e Trabalhadoras (CUT) e cerca de 30 movimentos, esteve nas ruas em mais de 12 estados simultaneamente em várias cidades brasileiras.

Para a presidenta da UNE, Carina Vitral, a unidade em torno da Frente Povo Sem Medo é essencial para colocar abaixo todas as contradições do nosso período. “Dissemos Fora Cunha em alto e bom som para dizer que não vamos aceitar que um corrupto esteja à frente da Casa do Povo. Também dissemos que o ajuste fiscal não nos representa e nos lutaremos em defesa da democracia porque não vamos compactuar com os golpistas de plantão”, afirmou.

Vagner Freitas, presidente nacional da CUT, destacou que a Central é um dos movimentos engajados na Frente e que o objetivo é promover mobilizações como o ato deste domingo, para impedir o retrocesso e o avanço da direita. “Estamos defendendo a saída do ministro Levy para que o governo federal continue a ter apoio dos movimentos sociais. Tem que se construir uma política econômica desenvolvimentista e não esta que está sendo implementada, com um ajuste que prejudica a classe trabalhadora”.

Guilherme Boulos, um dos membros da coordenação nacional do MTST, mandou um recado para Eduardo Cunha: “Se na aprovação do orçamento, que está prevista agora para novembro, houver cortes no programa Minha Casa Minha Vida esse país irá pegar fogo de norte a sul. Vamos ocupar aquela câmara federal, que já não tem função social há muito tempo”.

Guilherme também citou os ajustes fiscais antipopulares aplicados tanto na esfera federal, como as mudanças no seguro desemprego e no auxílio doença, e nas esferas estaduais, aplicados nos governos de São Paulo e Paraná, como o fechamento das escolas públicas. “Este ajuste tem que vir por outro lado, fazer o ajuste em cima do povo é covardia. Quem tem que pagar o preço da crise são os ricos”, justificou Boulos.

contra os Retrocessos

Para Janeslei Albuquerque, secretaria de Mobilização e Relação com os Movimentos Sociais da CUT, as pautas apresentadas por Cunha significam um retrocesso civilizatório para o Brasil. “A redução da maioridade penal e a revogação do Estatuto do Desarmamento são provas destas aberrações do presidente da Câmara. Ele quer prender e matar os jovens”.

Janeslei também citou o Projeto de Lei (PL 5069), que criminaliza mulheres vítimas de violência sexual: “É Inadmissível que o congresso queira desrespeitar os direitos das mulheres propondo que numa situação de estupro que ao invés de proteger as mulheres garante direitos aos estupradores. Criminaliza a pílula do dia seguinte para prevenir uma gravidez e até doenças oriundas do estupro”, finalizou a dirigente.

MAIS INVESTIMENTO PARA A EDUCAÇÃO

Já Bárbara Melo, presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES,) destacou a importância do investimento contínuo na educação. “Aumentou o acesso às universidades e ao ensino técnico nos últimos 12 anos, porém, ainda insuficientes: “Não permitiremos que diminuam o investimento na educação. E se for necessário ocuparemos junto ao MTST as escolas fechadas pelo governador tucano Geraldo Alckmin.”

Na próxima semana ocorrerá o congresso da UBES e Barbara deixou claro que os estudantes vão se manifestar para impedir que orçamento para educação em2016 não seja reduzido. “A juventude é o futuro do país e continuaremos lutando pela democracia brasileira”.

Escracho no Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro os estudantes da UNE e UEE-RJ em ato da Frente Povo Sem Medo fizeram um ‘escracho’ em frente  a casa do deputado Eduardo Cunha.

Para o presidente da UEE-RJ, Leonardo Guimarães, ‘é muito importante construir frentes como a ‘Povo sem Medo’ para, além dos sectarismos, divisões dos setores populares, unir o povo contra nossos verdadeiros inimigos”.

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