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Frente Povo Sem Medo defende a resistência nas ruas

16/06/2017 às 16:47, por Felipe Cânedo e Mateus Marotta / Foto: Bianca Andrade / Esquerda Online.

Em debate, resistência foi apontada como forma de enfrentar a crise no Brasil
Foto: Bianca Andrade / Esquerda Online

Palavra de ordem é ação direta; greve Geral promete parar o país no dia 30 de junho

O desafios do campo democrático na atual conjuntura política foram debatidos durante o 55º Congresso da UNE (CONUNE) nesta sexta-feira (16). A solução apresentada para enfrentar as crises e a luta pelas Diretas Já foi a resistência. Essa é a bandeira levantada pelo líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos, também membro da Frente Povo Sem Medo, que participou de uma mesa junto a outros movimentos e partidos políticos..

Boulos entende que o caminho para as eleições diretas não é fácil. Segundo ele, mesmo com a unidade de movimentos, um grande desafio é angariar mais pessoas para as ruas. “Nós temos feito mobilizações importantes pelas diretas, mas ainda são insuficientes. Nós temos que ser capazes de botar mais e mais gente nas ruas para dar resposta e dar solução. Só isso faz com que a PEC das Diretas seja aprovada”, afirmou.

O membro da Frente Povo Sem Medo também criticou o que considerou oportunismo dos que usam as eleições diretas com outros propósitos, citando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), autor de uma carta recentemente defendendo as Diretas. “Temos que ampliar para todos setores, não necessariamente só a esquerda. Mas o FHC não defende as diretas. Ele deu essa declaração por estar vendo que o nome dele tá embaixo nas indiretas. Até outro dia ele estava costurando apoio parlamentar para se eleger por via indireta”, declarou.

Guilherme Boulos, líder do MTST, convocou o povo para barrar reformas da previdência e trabalhista

Aos gritos de “ocupar, resistir e construir”, entoado pelos estudantes presentes no debate, Boulos defendeu a tomada das ruas pelo povo.

“Esperar uma solução via congresso  nacional pela boa vontade dos deputados e senadores é acreditar em duende. Esse congresso está de costas para a sociedade. A única chance de nós interrompermos o mandato do Temer e ao mesmo tempo não permitir uma solução de acórdão por cima é com a voz das ruas se impondo”, afirmou.

O líder do MTST citou a união de movimentos, inclusive os estudantes, em atos para barrar as reformas da previdência e trabalhista, alcançando o objetivo das eleições diretas, como na próxima Greve Geral convocada para o dia 30 de junho em todo país. “Essa unidade que se expressou no dia 24 de maio, com 150 mil pessoas em Brasília, tem que se fortalecer cada vez mais. Os sem-teto têm que parar rodovias e avenidas desse Brasil, fazer piquete. A juventude tem que parar as escolas e as universidades junto com os professores”, convocou.

 

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