Pular para o conteúdo Pular para o Mapa do Site

Notícias

Últimas Notícias

Frente Brasil Popular lança Plano Popular de Emergência

16/06/2017 às 17:08, por Felipe Cânedo / Foto: Site Brasil Popular.

Atual conjuntura política brasileira foi debatida
Foto: Site Brasil Popular

Movimentos querem fortalecer a soberania nacional e a democracia

“Nós nunca vivemos uma conjuntura tão desfavorável, tão complexa como essa que estamos vivendo. Ela recai muito sobre os ombros dessa geração de vocês, e agora nós temos oportunidade de reagir”, afirmou o dirigente da Consulta Popular, Ricarda Gebrim, no 55° Congresso da União Nacional dos Estudantes (Conune). Ele participou da mesa que debateu e lançou o Plano Popular de Emergência da Frente Brasil Popular na manhã desta sexta-feira (16).

Baseado em dez pontos para restabelecer a ordem constitucional democrática e defender a soberania nacional, o programa busca saídas para reverter a ofensiva conservadora sobre direitos historicamente conquistados pela classe trabalhadora. “Esse plano precisa reencantar e aglutinar o campo popular no Brasil. Ele não pode virar um documento que vai para nossas gavetas”, declarou André Tokarski, ex-diretor da UNE e ex-presidente da União da Juventude Socialista (UJS).

Confira aqui a íntegra do Plano Popular de Emergência da Frente Brasil Popular.

A democratização do estado, antecipando as eleições presidenciais para 2017, aliada a uma reforma política, e a democratização da mídia é o primeiro eixo do plano. O mote Diretas Já é uma das palavras de ordem do Conune. Os outros eixos são: revisão da política de desenvolvimento, emprego e renda; reforma agrária e agricultura familiar; reforma tributária; direitos sociais e trabalhistas; direito à Educação, Saúde, Cultura, e Moradia; segurança pública; direitos humanos e cidadania; defesa do meio ambiente; e política externa soberana.

Gebrim fez uma avaliação do cenário atual e o comparou ao do golpe de 1964 e ao da tentativa de golpe em 1954. Segundo ele, há grandes semelhanças entre as conjunturas dessas três épocas. “Em 1954, Carlos Lacerda disse sobre JK: ‘Juscelino não será candidato. Se for, não se elege. Se se eleger, não toma posse. Se tomar posse, não governa´. Um pensamento que lembra muito o de Aécio Neves em 2014”, avaliou.

O dirigente da Consulta disse que há um racha entre os que articularam o impeachment de Dilma Rousseff. “De um lado se posiciona o grupo parlamentar que participou da articulação do golpe, de outro setores do Ministério Público, da Polícia Federal e do Judiciário. Esses últimos têm se portado como um partido político, que eu me permito chamar Partido da Lava Jato.”

Para Tokarski, o momento é uma oportunidade para que forças de esquerda se unam e lutem por mudanças e por um país mais justo, não apenas defendendo a manutenção de direitos ameaçados, mas criando uma agenda progressista e popular. Ele falou ainda da alegria de participar de um Congresso da UNE tão grande em um momento decisivo da história do país. “A UNE é uma fábrica de sonhos. Ver toda essa construção esperançosa é revigorante.”

 

Pular para o Conteúdo Pular para o Topo