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Fora Temer reúne milhares de pessoas em SP e em todo o Brasil

11/06/2016 às 0:17, por Cristiane Tada com fotos de Yuri Salvador de Thalita Oshiro .

Movimentos sociais estão unidos para acabar com o golpe do governo ilegítimo de Temer

Quase 100 mil pessoas lotaram a Avenida Paulista em São Paulo nesta noite fria de sexta-feira (10/06) para se manifestarem contra o governo interino de Michel Temer.

O ato em conjunto das Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, iniciativas que a UNE integra, reuniu diversas entidades do movimento social, representantes de partidos políticos, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Aqui estão os movimentos sociais que por mais de um ano estão fizeram a resistência nas ruas e derrubaram a direita nas ruas fazendo contraponto a este golpe, os movimentos que dizem em alto e bom som que não reconhecem o governo golpista de Michel Temer, não reconhecem porque é um governo de corruptos eleito em uma eleição indireta por um Congresso Nacional desmoralizado liderado pelo mais corrupto de todos que é Eduardo Cunha”, afirmou a presidenta da UNE, Carina Vitral.

A presidenta da UNE não poupou críticas ao governo PMDBista. Ela ressaltou que esta gestão não é só um golpe a democracia, mas também é um golpe aos direitos dos brasileiros, e que a quantidade de retrocessos anunciados são incontáveis.

Carina também foi enfática em relação a ausência de mulheres nos ministérios o que considerou um absurdo, exemplo que além de retrocesso o golpe em curso é machista e misógino.

Carina Fora Temer

“Queria saldar a todas as mulheres presentes neste ato e que nos últimos dias ocuparam as ruas de todo o Brasil contra o machismo, contra essa cultura do estupro que faz que uma menina de 16 anos seja vítima de um estupro coletivo. É essa mesma cultura machista que faz com que nós não tenhamos nenhuma ministra, são os mesmos machistas e nós com ajuda da força das meninas, das mulheres jovens, vamos derrotar estes fascistas e os golpistas”, afirmou.

Carina alertou ainda para a tentativa de criminalização dos movimentos sociais e lembrou da ameaça iminente que a UNE tem sofrido.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha como último ato antes do seu afastamento instalou uma CPI para investigar a UNE.

“A UNE por conta da força da juventude está sendo perseguida e criminalizada. A última vez que a UNE foi investigada foi na época do golpe de 64, o resultado foi uma lei que extinguiu a UNE no período da ditadura. Se eles acham que com essa ameaça vão nos calar estão muito enganados e não conhecem a força  da juventude”, finalizou.

Ocorreram  atos Fora Temer em todos os Estados brasileiros.

Fora Temer

 Derrotar Temer e reestabelecer a democracia

Para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , Michel Temer e sua equipe têm como objetivo privatizar as empresas públicas e fragilizar a capacidade do Estado de intervir na condução do desenvolvimento. “Eles querem o desmonte deste país, querem vender a Petrobras, a Eletrobras”. Em sua fala Lula ainda elogiou a atuação dos estudantes secundaristas paulistas que ocuparam escolas contra o fechamento de unidades da rede estadual de São Paulo  e neste ano contra a corrupção na merenda. “Estudantes extraordinários, jovens de 15 ou 15 anos estão ocupando escolas e defendendo o direito de estudar, defendendo o direito de ter qualidade na educação”.

O líder do MTST, Guilherme Boulos, também destacou que o que este novo governo quer é estabelecer no país uma política de terra arrasada, fazer  voltarmos 30 anos para trás e anular até mesmo a proteção social que é garantida pela constituição de 88.

“O golpe não foi apenas colocar um presidente que não foi eleito por ninguém, foi também adotar um programa político que também não foi eleito pelo povo brasileiro. O povo não foi as urnas e não iria para eleger reforma da previdência, para eleger perda de direito trabalhista e fim dos programas sociais”, ressaltou.

Já o representante do MST, Gilmar Mauro, lembrou que a imprensa foi a comandante do golpe e que é preciso combatê-la. E afirmou: “ O governo Temer não vai ter sossego porque nós não admitimos que o capital financeiro faça os ajustes retirando e acabando com os direitos do povo brasileiro”

Vagner Freitas, da CUT, ressaltou que a luta é longa e que atos como o de hoje devem ser feitos ainda por muito tempo com a ajuda da juventude para impedir a queda da democracia e dos direitos dos trabalhadores.

“A direita brasileira quer nos aniquilar, criminalizar os movimentos sociais, os partidos políticos, a política. O golpe que está em curso significa estabelecer uma ditadura da toga e da imprensa”, afirmou.

Para Freitas o papel central do movimentos sociais primeiro é impedir o golpe e depois com o governo Dilma de volta decidir o que é melhor para o país. “ Nosso papel agora é pressionar os senadores para que eles restituam a democracia”, esclareceu.

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