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Fasuba e CNTE engrossam unidade contra PEC 55

10/11/2016 às 18:07, por Cristiane Tada.

Técnicos-Administrativos  e trabalhadores da educação vão se reunir com entidades do movimento educacional e estudantes de ocupações de todo o Brasil na UNB dias 14 e 15/11

A Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnicos-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Pública no Brasil (Fasubra) e Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) são convidadas da UNE para uma reunião no próximo dia 15 de novembro, na Universidade de Brasília (UnB) recém-ocupada, com estudantes das ocupações de todo o Brasil e entidades do movimento educacional. O objetivo é construir uma caravana para pressionar o Senado Federal contra a PEC 55 no dia da votação em primeiro turno, 29 de novembro.

As ocupações das universidades brasileiras começaram em setembro seguindo exemplo dos secundaristas que iniciaram um movimento gigantesco principalmente contra a PEC 55 a reforma do Ensino Médio imposta por Temer e o projeto da Escola Sem Partido.

Os trabalhadores da educação tem feitos atos em articulação com as ocupações das escolas estaduais e Universidades, movimentos sociais e Frente Brasil Popular.

O pacote de maldades do governo golpista tem efeito imediato da vida os profissionais com a ameaça de terceirização, o congelamento do piso salarial do magistério, as mudanças na previdência, e os efeitos nas políticas de valorização profissional com o fim dos royalties do petróleo para a educação, entre outras.

Para o presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão, é dever e obrigação das entidades do movimento de trabalhadores da educação principalmente apoiarem toda essa mobilização dos estudantes que estão ocupando essas escolas e universidades. “Os estudantes que estão sendo desqualificados pelo presidente da República estão na verdade mostrando que o país está vivo, que a nossa juventude está atenta ao que está acontecendo e que não se conforma com o que o governo está fazendo. Essas medidas são um atentado contra autonomia e independência do país”, destacou.

Leão destacou que dia 11, Dia Nacional de Greve será um dia de grande mobilização entre os trabalhadores da educação e no dia 29 eles estarão em Brasília.

“A CNTE está junto com os estudantes nesse luta pela defesa da educação pública de qualidade por uma educação libertadora que não seja de adestramento, e que tenha uma perspectiva de futuro. A educação não é custo, é investimento, é estratégica para o país andar com suas próprias pernas, produzir ciência e conhecimento”, afirmou.

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  Para o presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão, é dever e obrigação das entidades de trabalhadores da educação  apoiarem toda essa mobilização dos estudantes

Técnicos largaram na frente

Os técnico-administrativos do Ensino Superior deflagraram greve no dia 24 de outubro contra o congelamento salários por 20 anos – consequente da PEC 55- e por descumprimentos do acordo de greve de 2015, que entre outras coisas pede melhoria nas condições e trabalho e no plano de carreira.

Os trabalhadores não recuaram nem após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STJ) de corte de ponto dos servidores públicos em dias de greve.

A Fasubra critica a concepção de modelo de universidade do Ministério da Educação (MEC), que apresenta possibilidade de cobrança de mensalidades, redução de vagas, ineficiência da gestão e parceria público/privada para financiamento das Universidades.

Para a entidade a PEC é um desrespeito à autonomia universitária, consagrada Constituição Federal e bem como ao cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), em particular a meta 20, que garante o investimento de 10% do pib para a educação.

“Está na hora de construirmos a unidade de todas aqueles que são contra a PEC do fim do mundo…a educação está se levantando contra esses ataques e por isso precisamos fortalecer um calendário unificado de lutas. Dia 11 e 25 de novembro nos estados…e dia 29 de novembro todos a Brasília”, destacou Gibran Ramos Jordão da coordenação geral da Fasubra.

Gibran_Fasubra

Gibran Ramos Jordão da coordenação geral da Fasubra afirma que entidade quer unidade contra Temer

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