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Expansão universitária está ameaçada com Temer, alerta CONEG

21/03/2017 às 11:23, por Artênius Daniel / Edição: Rafael Minoro / Fotos: Rebeca Belchior - CUCA da UNE.


Debate do 65º CONEG da UNE avalia resultados de programas como o Reuni e o risco de retrocessos no setor

 

Estudar em uma universidade pública brasileira ainda é um direito garantido a uma parcela limitada da população. Segundo dados  do Censo da Educação Superior, são pouco mais de dois milhões de estudantes que podem cursar a sua graduação sem custos e nas universidades mais  conceituadas e reconhecidas do país, enquanto os outros cerca de cinco milhões de universitários estão na rede privada. A necessidade de expansão das vagas nas instituições públicas foi tema do 65º Conselho Nacional de Entidades Gerais (Coneg) da UNE.

O debate aconteceu no sábado (19/3), na Faculdade Zumbi dos Palmares, com a participação de Roberto Gambine, pró-reitor de Planejamento da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Patrícia Nogueira, professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Um dos principais pontos da conversa foi uma avaliação do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Entre 2002 e 2015, o número de vagas de graduação presencial cresceu mais de 100%.

 

Patrícia, da UFMT, denunciou a movimentação do governo Temer para barrar a expansão nas federais

“O Reuni teve um valor real e também um grande valor simbólico, transformador, ao abrir as portas da universidade para outras pessoas que nunca estiveram lá. Abriu a perspectiva para a sociedade, no geral, pleitear aquele espaço, sonhar em chegar ali”, disse a professora Patrícia Nogueira. Junto ao Programa Universidade Para Todos (ProUni), o Reuni teve influência na mudança de perfil sócio-econômico dos alunos do ensino superior durante os últimos governos.

Ela denunciou  a movimentação da atual gestão ilegítima de Michel Temer para frear essa expansão:

“Esse é um projeto político em curso. No ano passado houve redução de vagas, agora redução de recursos, enquanto esse governo estiver aí, teremos um estado de insegurança”.

O pró-reitor da UFRJ, Roberto Gambine, também ressaltou a importância da expansão como a ruptura de um paradigma. “Esse era um sonho de muitos, como o nosso ex-reitor, Aloisio Teixeira, que militou no movimento estudantil e sempre quis ver uma universidade democratizada. Nós decidimos mudar a cara da instituição e mudamos”, defendeu.

 

Pró-reitor da UFRJ alertou para o autoritarismo do governo Temer

Ele também alertou para a ofensiva do governo Temer em desmontar esse tipo de política.

“As mudanças na universidade estão sendo consolidadas rapidamente, de modo assustador, sempre com ferramentas autoritárias, como uma nova portaria, instrução normativa, sem nenhum debate com a comunidade”, destacou.

SOBRE O REUNI

Dados do Ministério da Educação divulgados em 2015 mostram que o Reuni foi responsável pela criação de 18 novas universidades e 173 campi em todas as regiões do Brasil. O número de novos cursos foi de 2820. Para isso, foram planejadas 2.267 obras nas instituições de ensino, sendo que 90% foram concluídas.

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