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Ex-estudante do IBMEC diz que perseguição por parte de coordenadores continua

13/02/2017 às 15:10, por Da Redação.


Pedro Auar foi figura central na extinção de cobranças abusivas na universidade carioca e afirma ter se tornado alvo da coordenação que hoje exige 200 mil reais do ex-aluno na Justiça

Em dezembro do ano passado, o site da UNE publicou denúncia do ex-estudante do Ibmec-RJ, Pedro Auar, que, após conseguir a extinção das cobranças de taxas abusivas na instituição, afirmava sofrer perseguição por parte da coordenação de Direito, fato que culminou em sua expulsão e até em pedido de prisão preventiva.

De lá pra cá, a situação não mudou. Pedro diz que a perseguição contínua, inclusive com a cobrança de 200 mil reais por danos morais.

”Estão cobrando 200 mil de um estudante, a título de dano moral por minhas manifestações no Facebook contra a tirania da coordenação. Eles querem meu silêncio. O interessante é que a condenação vem de um Juizado Especial em que o piso máximo de indenizações é de 35 mil reais, por se tratar de pequenas causas”, relatou Pedro.

Para ele, a postura dos coordenadores se deve a sede de revanche. ”Até hoje não superaram o fato de eu ter derrubado o império deles, mas como qualquer um que se levanta contra uma injustiça, não vou arredar o pé, sei que estou no caminho certo”, disse.

ENTENDA O CASO

Em janeiro de 2016, uma vitória inédita garantiu, por meio da Lei 7.202 sancionada pelo governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão, o fim das cobranças de taxas abusivas nas universidades particulares do estado. Desde então, Pedro Auar, presidente do Centro Acadêmico Ministro Evandro Lins e Silva (Camels) – entidade pioneira na luta contra as taxas – alega sofrer perseguição.

”Logo após a aprovação da lei, começou uma perseguição ao Centro Acadêmico e sobretudo a mim. Aplicaram um procedimento acadêmico me afastando por trinta dias e depois disso fui reprovado por faltas. Como não podia ir à faculdade, fui obrigado a faltar”, contou.

Ao site da UNE, a assessoria do Ibmec informou não fazer interferências nos processos movidos pelos coordenadores. ”A instituição ressalta que não interfere em eventuais processos que envolvam ex-alunos e terceiros, limitando-se a acompanhar apenas as demandas em que o Ibmec figura como parte.”

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