Pular para o conteúdo Pular para o Mapa do Site

Notícias

Últimas Notícias

“Eu acredito na arte, na poesia como ferramenta de transformação social”

27/01/2017 às 13:47, por Cristiane Tada .

Slammer Mel Duarte é uma das atrações do Sarau que homenageia Patativa do Assaré na segunda-feira (30) a partir das 20h na 10ª Bienal da UNE

Mel Duarte é uma guria porreta que chamou atenção na última edição da Festa Literária Internacional de Paraty em 2016 com seus versos denunciando o machismo e o racismo. Além disso ela mandou aquele recado que todas queriam para o deputado Jair Bolsonaro.

“Enquanto ainda existirem Bolsonaros, Cunhas, eu continuo afirmando sou filha da luta, da puta, a mesma que que aduba esse solo fértil, a mesma que te pariu”.

Assista aqui:

Do circuito de “batalha de poesia” de saraus, poeta ambulante e integrante do “Slam das Minas – SP” aos 27 anos a paulista já está no segundo livro publicado: Fragmentos Dispersos (2013) e Negra Nua Crua (2016) publicado pela Editora Ijumaa, que tem espalhado suas rimas empoderadas para além de São Paulo.

Ela é uma das atrações do sarau que vai homenagear Patativa do Assaré junto com os escritores Miró de Muribeca, as Mulheres Cordelistas e a Rede Mnemozine na segunda-feira (31) das 20h às 22h, no Espaço Rogaciano Leite Filho dentro da programação da 10ª Bienal da UNE.

Falamos com ela por e-mail sobre a reinvenção da literatura e sua participação na Bienal. Leia a entrevista:

Mel, você é do slam que posso falar que é uma batalha de poesias e também é poeta ambulante. Você acha que são formas de reinventar a literatura?

A literatura é uma arte mutante, poder usá-la de diversas formas faz com que fique mais acessível e saia daquele “pedestal” em que nos é apresentada quando mais novos. Eu vejo os slams e as intervenções do meu coletivo Poetas Ambulantes como ferramentas para aproximar a literatura de quem sempre fez parte dela e nunca percebeu isso.

Você é uma das organizadoras do Slam das Minas e me parece que o circuito de literatura independente tem várias iniciativas rolando. Qual o protagonismo da juventude nessas iniciativas?

A juventude periférica está cada vez mais participativa e interessada em propagar sua cultura. O aumento de coletivos organizado por jovens tem triplicado a cada ano e isso nos faz perceber que além de diversas propostas de segmentos culturais onde o jovem pode se inserir estamos cada vez mais focados e organizados para fazer com que nosso trabalho chegue nas pessoas.

Pelos trabalhos selecionados a literatura coloca Norte-Nordeste, negros, mulheres e trans no centro da 10ª Bienal da UNE. Você acha que é papel da juventude pautar essas questões (o Brasil periférico e opressões) através da arte?

Com certeza! É papel do jovem e dos artistas de maneira geral. Temos uma missão quando assumimos esse lugar de exposição pública é necessário que sejamos pessoas questionadoras, provocadoras e nada melhor do que a arte para se fazer isso. Eu acredito na arte, na poesia como ferramenta de transformação social.

Qual sua expectativa para a 10ª Bienal da UNE?

Fiquei muito feliz pelo convite em participar da Bienal, nunca fui para Fortaleza então estou super ansiosa para conhecer a cidade e mais ainda para ouvir poetas que vão participar do sarau, acredito essa troca é a mais bacana, é sempre bom conhecer outras culturas, ideias, sotaques…

Quais autores te inspiram?

Gosto muito da escrita da Elisa Lucinda, Carolina Maria de Jesus, Conceição Evaristo, Sinhá, Paulo Leminski, Alice Ruiz, Akins Kintê, Débora Garcia, Manoel de Barros e por ae vai rs.

Serviço

 O que? Sarau da mostra convidada de literatura com os convidados Mel Duarte , Miró de Muribeca, Mulheres Cordelistas, Rede Mnemozine.

Quando? Segunda-feira (30) às 19h.

Onde? Espaço Rogaciano Leite Filho

Pular para o Conteúdo Pular para o Topo