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Estudantes protestam contra restrição de bolsas da Unesc (SC)

22/09/2015 às 12:37, por Cristiane Tada.

Projeto aprovado prevê pelo menos 5 anos de moradia em Criciúma para obtenção de bolsa de estudo

Na segunda-feira (21) aconteceu na Câmara de Vereadores de Criciúma em Santa Catarina, o segundo turno da votação do projeto de lei do Executivo que altera os critérios para aquisição da bolsa municipal de estudos para a Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), instituição comunitária com cerca de 12 mil estudantes.

Na redação original um dos pré-requisitos para ter acesso a bolsa é que o estudante precisaria morar na cidade há dois anos. Agora com a nova redação aprovada ontem é preciso morar na cidade há cinco anos pelo menos, ou seja, exclui totalmente os estudantes que são de outras cidades.

Estudantes da universidade e da União Catarinense de Estudantes (UCE) acompanharam a votação e protestaram com cartazes.

“A análise que fazemos é que haverá um corte na concessão de bolsas, os estudantes que vem de fora tem mais necessidades na verdade – e são a maioria que procuram o benefício -, do que os estudantes que são da própria cidade. Quando você exclui pessoas que vem para Criciúma estudar, do acesso a essas bolsas a prefeitura está cortando recursos para a educação”, explica o presidente da UCE, Yuri Becker.

Ele destaca que os estudantes estavam cobrando dos vereadores ainda esclarecimentos sobre o valor total dos recursos destinados a essas bolsas de estudo justamente porque não há transparência em relação a esse assunto e no processo de concessão.

Para o presidente do DCE da Unesc, Andriw Loch, foi feita uma manobra para aprovar a lei, o que garantiu uma aprovação fácil, de 17 vereadores apenas 4 foram contra, apesar dos apelos dos alunos e do Reitor Gildo Volpato.

Loch afirma que a Lei Orgânica do município garante 30% da receita líquida para a educação e desses 7% vão para a Unesc. “Hoje nem mesmo a universidade tem clareza a respeito desse repasse. A lei aprovada vai reduzir as bolsas e nem sabemos se é repassado o mínimo obrigatório”, ressalta.

Os estudantes pediram em Maio deste ano explicações sobre os valores das bolsas e também foram ao Ministério Público cobrar essas informações, mas ainda não obtiveram resposta.

Na sessão de ontem alguns vereadores também solicitaram formalmente estas informações e agora a Prefeitura municipal tem 30 dias para responder.

Ao final da sessão houve novamente um princípio de tumulto como na primeira votação. Os estudantes foram cobrar de forma pacífica os vereadores que aprovaram o projeto, porém, abusos aconteceram pelos policiais militares que trataram os estudante com hostilidade e violência. Durante a primeira votação já aconteceu com muita confusão e um estudante foi agredido por um vereador em plena casa parlamentar.

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