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Estudantes participam do dia nacional de luta contra o aumento do transporte

08/01/2016 às 20:35, por Cristiane Tada com fotos de Débora Neves .

Em São Paulo a PM dispersou a manifestação com violência e bombas na Praça da Sé

Nesta sexta-feira (8) aconteceu o primeiro protesto contra o aumento da tarifa de ônibus, trem e metrô em São Paulo, Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. Na capital paulista o aumento é significativo: de R$3,50 o valor vai para R$3,80 a partir de amanhã, dia 9 de Janeiro.

“Todos os anos acontecem reajustes nas tarifas de transporte, em todas as cidades do país. Isso demonstra o quanto é insustentável esse sistema de transporte público concentrado em empresas privadas. É preciso pensar um novo sistema! Esse ano o reajuste é ainda maior, por conta da crise econômica e os governos jogam a conta para os trabalhadores. Por isso a UNE se soma às manifestações contra o aumento e pela ampliação do passe livre estudantil”, afirmou Carina Vitral, presidenta da UNE.

Já a presidenta da UEE- SP, Flávia Oliveira, afirmou que em São Paulo os aumentos da tarifa “só trazem mais lucro para as empresas de transporte, sem retorno com mais qualidade e expansão de linhas e estações”, afirmou.

A manifestação na capital reuniu mais de 7 mil pessoas e saiu do Theatro Municipal no Centro, seguiu para a Avenida 23 de Maio, e terminou agora pouco na Praça da Sé. A polícia militar fortemente armada dispersou os manifestantes com bombas de gás e balas de borracha. O clima lembrou as jornadas de Junho de 2013 tanto nas palavras de ordem resgaram o “vem pra rua vem, contra o aumento”, quanto na repressão truculenta da PM.

A militante do Movimento Passe Livre, Luíze Tavares, afirma que a expectativa desse primeiro ato era voltar a mobilizar as pessoas pelo tema do transporte. Sobre uma possível conquista e a probabilidade de barrar novamente o aumento como na passado ela afirma “o objetivo do MPL é conseguir a tarifa zero”.

Da ocupação da escola para a Rua

Muitos estudantes secundaristas que protagonizaram a maior ocupação de escolas públicas paulistas que o Brasil já viu, no fim do ano passado em São Paulo, culminando no recuo do governador Alckmin na chamada reorganização escolar estavam presentes no protesto.

“Os estudantes que estavam ocupando as escolas compreendem que o aumento da tarifa também vai interferir muito na vida do estudante, não só do secundarista, mas do universitário, do pós-graduando também. A galera das ocupações das escolas estão aqui pra dizer que não é só escola de qualidade que queremos, mas transporte também”, afirmou a presidenta da UBES, Camila Lanes.

geral aumento

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