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Estudantes e trabalhadores tomam as ruas do Rio em defesa das estatais

03/10/2017 às 18:11, por Redação com informações da CUT e MAB.

Ato tomou as ruas do Centro do Rio de Janeiro
Foto: Bruno Bou Haya

Para os estudantes as privatizações de recursos fundamentais no país, como a energia e a indústria colocam em risco a soberania nacional

Milhares de pessoas tomaram as ruas da capital carioca nesta terça-feira (03) no Dia de Luta pela Soberania Nacional, no Rio de Janeiro. Os manifestantes saíram de frente a Eletrobrás às 11h e percorreram o Centro da cidade até a sede da Petrobrás.

O ato deu enfoque a defesa das estatais ameaçadas de privatização: Eletrobrás, Petrobrás, e a Companhia de Águas do Rio de Janeiro, a CEDAE .

“A UNE na década de 50 construiu uma grande campanha a do Petróleo é Nosso contra entrega das nossas riquezas e foi através dessa luta que conquistamos a Petrobrás. Hoje a entrega da Petrobrás significa jogar no ralo a grande conquista da juventude brasileira que são os royalties do petróleo para a educação, significa simplesmente a possibilidade de futuro para esse país, não podemos abaixar a cabeça para esse absurdo”, destacou a vice-presidenta da UNE, Jessy Dayane.

Em Agosto a UNE divulgou uma nota onde os estudantes manifestam sua veemente revolta contra as movimentações de Michel Temer para privatizar setores estratégicos do país, entre eles a Eletrobrás e o patrimônio energético brasileiro.

Para os estudantes as privatizações de recursos fundamentais no país, como a energia e a indústria colocam em risco a soberania nacional. Por isso milhares participaram do ato, junto com trabalhadores, movimentos sociais e sindicatos como o Sindicato da Casa da Moeda.

> Leia aqui a nota.

No dia em que a Petrobrás completa 64 anos, o Presidente Nacional da CUT, Vagner Freitas, ressaltou o impacto que o sucateamento das estatais provoca na economia.

“Esse golpe foi dado para tirar a soberania nacional, para o agradar aos financiadores do golpes, as empresas nacionais, para que o Brasil volte a ser só exportador de matéria prima e importador de produto pronto. Não podemos aceitar isso, que acabem com conteúdo local, os estaleiros estão parados. Não importam se é de esquerda ou direita, se você é brasileiro e sequer que pré-sal financie educação, tem que ir para a porta da Petrobrás”, disse.

O ato foi construído pelas Frente Povo Sem Medo, Brasil Popular e Frente Parlamentar em defesa da Soberania Popular com grande participação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) que está realizando seu 8º Encontro Nacional no Rio de Janeiro.

Mais de 4 mil atingidos que participam do Encontro Nacional do MAB se somaram ao ato.

“O que está acontecendo é um processo de destruição da soberania. O Brasil está perdendo todas as riquezas do seu controle. A privatização só faz mal, podemos ver, por exemplo, o que aconteceu com a Vale, em Mariana. E é por isso que nós estamos nessa luta, contra as privatizações e em defesa do nosso patrimônio.” afirma Gilberto Cervinski, da coordenação nacional do MAB.

Com mais de 4 milhões de consumidores, a Eletrobrás produz 30% da energia do país e é dona de 50% das linhas de transmissão do Brasil. Atualmente a Eletrobrás é uma empresa de economia mista, e o governo detém 60% das ações ordinárias. A proposta de Temer é entregar estas ações, que dão ao governo majoritariedade na empresa.

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