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Estudantes e professores resistem contra a censura em universidades

25/10/2018 às 17:22, por Renata Bars.


Bandeira antifascista foi retirada do prédio da UFF; Outros casos vem acontecendo ao redor do país

Na tarde da última quarta-feira (24) estudantes e professores da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, protestaram contra a retirada da ”bandeira antifascista” colocada na frente do prédio de Direito. Fiscais do TRE, escoltados pela polícia militar, retiraram a bandeira alegando ser propaganda eleitoral indevida. A bandeira foi recolocada pelos estudantes.

Para integrantes do Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV), a bandeira é símbolo da defesa do estado democrático de direito. ”Não se opor ao fascismo crescente é uma afronta ao histórico Centro Acadêmico Evaristo da Veiga, é ignorar a luta de membros memoráveis, como Fernando Santa Cruz. Não é hora de silêncio. A hora é de voz ativa, diz nota divulgada pelo CAEV.

Outros casos também aconteceram ao redor do país. Também na quarta-feira, três estudantes da Universidade Católica de Petrópolis (UCP) foram expulsos do campus durante uma plenária pela democracia, novamente por fiscais do TRE.

”Não devemos ter dúvida que a parcialidade do TRE mostra que, cada vez mais, devemos construir a frente democrática em favor de todos no nosso país. Tivemos companheiros ameaçados, com seus dados divulgados de maneira arbitrária, mostrando claramente uma perseguição aberta àqueles que lutam pela democracia”, diz nota assinada por diversos representantes estudantis, inclusive a UNE.

Na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), uma aula pública com o tema “Esmagar o Fascismo”, foi suspensa por um por mandado judicial.

Segundo os estudantes, agentes da Policia Federal abordaram integrantes do DCE, coletaram nomes e tiraram fotos da bandeira da organização.

Para o diretor de universidades públicas da UNE Leonardo Guimarães, a justiça eleitoral tem, em todo país, atuado de forma arbitrária. ”Impedem assembleias estudantis e retiram bandeiras que não fazem menção a qualquer candidato ou partido, tentando calar as entidades estudantis e o direito a livre manifestação”, falou.

A UNE também foi censurada

Pela primeira vez desde a ditadura militar a UNE também foi censurada. O Tribunal Eleitoral Superior exigiu a retirada de matérias do site da UNE em que os estudantes se posicionavam contra o fascismo e o ódio propagados pelo candidato Jair Bolsonaro (PSL). “O que está em jogo no Brasil é, antes de tudo, nosso direito à vida. Nosso direito à liberdade de pensamento e opinião. Direito de falar o que pensa e vestir a camisa que defende sem sofrer violência. Está em jogo nessas eleições a preservação da democracia e da constituição de 1988, com o conjunto de direitos conquistados após ditadura militar”, afirmou a vice-presidenta da UNE, Jessy Dayane.

A entidade lançou a campanha #EleNãoVaiNosCalar e tem reunido e divulgado depoimentos de estudantes de todo o Brasil em suas redes.

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