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Estudantes do RS lutam pelo fim das cobranças abusivas no ensino privado

02/03/2017 às 15:57, por Renata Bars.


DCEs do estado estão reunidos para construir projetos de lei que acabem com taxas para retirada de histórico escolar, disciplina eletiva, repetência e mais

Inspirados na lei aprovada no Rio de Janeiro em 2016 (colocar link), estudantes de diversos DCEs do Rio Grande do Sul estão construindo três projetos de lei para acabar com as cobranças abusivas realizadas em universidades particulares do estado. Os projetos, que começaram a ser discutidos em reuniões da UEE-Livre RS, tratam do fim das taxas para retirada de documentos, disciplinas eletivas, fim da obrigatoriedade de matrícula em todas as disciplinas do primeiro semestre e também das disciplinas à distância.

Para a presidenta do DCE da Faculdade de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul (Fadergs), Pâmela May, este pode ser um grande passo no enfrentamento aos tubarões do ensino. ”No momento em que vários DCEs do estado estão unificados e pautando o debate da regulamentação do ensino superior privado, em especial às displinas EADs nos cursos presenciais que as instituições se negam a negociar, sinto que temos condições de avançar”, disse.

Participam também os DCEs da Uniritter, Ulbra, PUC-RS, UCS, Univates, Unicruz, URI e Feevale.Uma consulta pública com os estudantes foi realizada para levantar todas as taxas indevidas existentes nestas instituições particulares.

Thaís Berg, coordenadora da UEE-livre RS afirma estar encorajada com a articulação estudantil. ”Estou contente, mas também sei que é uma grande responsabilidade para mim e para a nossa gestão. Quando assumimos tínhamos como meta aproximar a UEE livre ainda mais dos e das estudantes, e esse é um grande passo. Acredito que esses PLs, se aprovados, vão significar uma grande conquista para a educação no Rio Grande do Sul”, falou.

Nas próximas semanas, os estudantes visitarão a Assembleia Legilativa para buscar apoio dos deputados amigos da educação.

”Sabemos que são PLs que afetam os grandes tubarões e vamos encontrar várias dificuldades ao longo do caminho, porém todos os debates que estamos construindo vão significar um novo rumo nas representações estudantis e no enfrentamento dentro das faculdades”, avaliou a presidenta do DCE Fadergs.

EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA

Em 2013 a UNE lançou a cartilha ‘’Educação não é mercadoria’’. O material é fruto das campanhas da entidade contra a mercantilização da educação. Nele, você pode conferir a trajetória do ensino privado no Brasil e a luta da UNE pela aprovação do projeto de lei que cria o Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior (Insaes) – autarquia que visa regulamentar o setor. Confira e entenda um pouco mais sobre seus direitos diante dos empresários, grandes ‘’tubarões do ensino’’:

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