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Estudantes da UFBA defendem bacharelado interdisciplinar

17/05/2018 às 12:14, por Alexandre de Melo.


Em uma mesma sala de aula, há estudantes que desejam ser engenheiros, matemáticos e também indecisos procurando direcionamento

Como escolher os rumos da vida com 15, 16 anos? Essa é uma das dificuldades que o bacharelado interdisciplinar (BI) propõe ajudar. Por meio do BI, numa mesma sala de aula, há estudantes que desejam ser engenheiros, matemáticos, e, sim, indecisos em busca de direcionamento.Todos estão na universidade, mas ainda não precisam escolher a profissão.

“A principio, eu escolhi BI porque não tinha certeza do que eu queria, depois eu entendi que a proposta é formar profissionais pensantes e não há motivos de temer falta de oportunidades no mercado. Ao contrário, a gente acaba tendo um diferencial”, conta Victor Santana Sales, 18 anos, que estuda BI humanidades na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pretende seguir para o Direito.

Marcus Alexandre Barbosa, 24 anos, estudante de BI artes na UFBA conta sobre as vantagens de disciplinas diferentes na composição do curso. “A situação das políticas culturais no Brasil é um curso obrigatório em BI de artes aqui da UFBA que me ajudou muito na formação que quero ter em cinema. Para não falar no contato com pessoas de enfermagem, biólogos, engenheiro. Um amigo que estava fazendo ciências fez o BI de artes e decidiu mudar o seu rumo acadêmico. Agora ele vai seguir no BI de artes para seguir com cinema”.

“Um amigo que estava fazendo ciências fez o BI de artes e decidiu mudar o seu rumo acadêmico”, conta Marcus

A Universidade Federal do ABC (UFABC) criou o primeiro curso BI em 2006. Depois, a nova carreira voltada ao BI entrou trilha das mudanças propostas pelo Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, conhecido como Reuni, aprovado em 2008 e que tem como principal objetivo ampliar o acesso e permanência na universidade. Hoje, ao menos 15 federais oferecem a modalidade.

A UFBA oferece o BI desde de 2009 e é a Universidade que oferece mais áreas de formação: 1300 vagas por ano em Salvador e 170 vagas no campus Barreiras.

Victor Santana e Rafael Oliveira estudam BI na UFBA

Rafael Oliveira Santana, 17 anos, estudante de BI de Humanidades, pretende se especializar em Psicologia e defende os caminhos possíveis por meio de um curso abrangente.“A gente faz matérias obrigatórias nos primeiros semestres e depois você pode optar de continuar nas área geral ou migrar para áreas específicas. A possibilidade de conhecer outras áreas por meio do BI me fez ter certeza que me especializarei em psicologia”.

“Em 2018 completa 100 anos da Reforma de Córdoba e uma das questões que a UNE Volante está levando para todas as regiões do Brasil é justamente a reforma universitária. O BI é uma das iniciativas para modernizar a Universidade e aqui na Bahia temos essa questão bem forte. É fundamental debatermos mais sobre bacharelado interdisciplinar nas universidades”, afirma Leonardo Guimarães, diretor das Universidades Públicas da UNE e coordenador da UNE Volante.

O BI contempla quatro áreas: Saúde, Humanidades, Ciências & Tecnologia e Artes. Os cursos têm duração máxima de cinco anos e são divididos em duas etapas: formação geral, que dura três semestres e é igual para todos os BIs; e a etapa da formação específica, que permite que o aluno escolha entre ingressar em uma área de concentração, com grade curricular específica, ou seguir na grande área, que permite ao estudante uma formação generalista no bacharelado escolhido.

Qual é a sua opinião sobre os BIs, estudante?

 

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