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Estudantes de Medicina da PUC-GO lutam pela realização do vestibular 2016

26/07/2016 às 19:03, por Cristiane Tada.

Reitoria suspendeu exame após tentativa de fraude; medida prejudica toda comunidade acadêmica

As aulas de medicina na Pontifícia Universidade Católica de Goiás, em Goiânia, estão para recomeçar no próximo dia 05 de Agosto e os estudantes estão apreensivos. Após uma tentativa de fraude no último vestibular de 2015 a reitoria suspendeu o vestibular para o curso por tempo indeterminado.

A PUC-GO afirmou que aguarda a finalização do inquérito policial para concluir também o processo administrativo instaurado internamente. A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) apuram o caso.

Os estudantes de medicina se sentem prejudicados. Eles reclamam da falta de diálogo e da decisão unilateral da reitoria sem consultar nem estudantes nem coordenação do curso.

“O prejuízo será principalmente a perda do corpo docente”, explica o presidente do Centro Acadêmico Paulo Francescatônio de Medicina, Lucas Praxedes.

Isso porque o método de ensino, prevê uma média de um professor para cada 4 alunos, então alguns professores podem dar aula no módulo 1 e no 6, e com a falta de turma de calouros terão diminuição da carga horária. Praxedes alerta que além disso e da competição grande por educadores entre as faculdades de medicina da região, existe um agravo: a remuneração de professores de medicina fica muito aquém do que eles ganham atendendo como médico.

Na volta às aulas os estudantes querem garantias da reitoria da PUC. “Queremos que a universidade assine um documento assegurando que não haverá danos ao curso e a nós estudantes, como já foi afirmado anteriormente”, afirmou Praxedes.

Entidades estudantis e médicas unidas

O CA organizou duas manifestações, uma audiência pública com mais de 200 pessoas – que ninguém da reitoria apareceu – e várias reuniões. O DCE da PUC, CAs dos cursos de Saúde, Direito, Engenharia Civil, também mostraram preocupação com a situação.

Os estudantes de medicina também tem o apoio do Conselho Regional de Medicina, da Associação de Médicos de Goiás e do Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás. Por meio ainda da Federação Nacional dos Médicos eles devem se encontrar com o Ministro da Educação ainda em Agosto para falar do caso.

“Somos contra a fraude, mas a favor da entrada de novos estudantes”, afirmou o representante do DCE, Laércio Neto.

Em nota o DCE argumentou que o cancelamento prejudica inúmeras atividades que os e as estudantes de Medicina oferecem para a sociedade, através da PUC Goiás que é uma universidade também comunitária & quantum code scam. Isso porque os estudantes de medicina prestam atendimento à população carente no auxílio de programas de ação básica em saúde.

O CA afirma que o direito ao acesso do estudante a universidade não pode em momento algum ser violado, mesmo com investigações de fraude no vestibular em curso, a principal justificativa para a suspensão do vestibular.

“Acreditamos que essa atitude da Universidade fere o direto do ingresso e em contraproposta a isso colocamos soluções em discussão, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), prova que é elaborada pelo Ministério da Educação e adotada por diversas Faculdades e Universidades de medicina pelo país, sendo assim, uma solução para não interrupção de ingressos na universidade que implica em uma redução significativa de atividades prestadas por esses novos acadêmicos a comunidade”, diz nota do CA.

Para a presidenta da UNE, Carina Vitral, é muito descaso a falta de diálogo da reitoria com as entidades estudantis da PUC. “Os estudantes mostram preocupações fundamentadas e querem garantir a qualidade do seu ensino além do bem da comunidade acadêmica em geral. A UNE também defende que o ingresso dos estudantes na universidade não pode ser prejudicado!”, afirmou.

O Ministério Público de Goiás ajuizou uma Ação Civil Pública para que se realize um novo vestibular ou que na impossibilidade de realizar um novo vestibular sejam utilizadas as notas do ENEM para o preenchimento das vagas, a fim de não prejudicar os estudantes.

A procuradora da República Mariane Guimarães de Mello Oliveira argumentou ainda na ação que uma grande quantidade dos candidatos para o curso prejudicados são do ProUni.

A reitoria da PUC ainda não acatou a orientação.

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