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Estudantes das universidades da região do ABC lutam pelo Fies

26/05/2015 às 17:05, por Sara Puerta .

Alunos cobram soluções para os entraves nas bolsas de financiamento e por comprometimento com a formação

Desde a semana passada duas universidades da região do ABC têm mobilizado estudantes pedindo soluções para os entraves do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e por gestões de cursos menos autoritárias e mais comprometidas com uma formação de qualidade.

Na quarta-feira passada (20/05), na frente do Campus Vergueiro ABC, da Anhanguera, em São Bernardo do Campo, aconteceu uma manifestação com a presença de cerca de mil estudantes reivindicando um posicionamento da instituição quanto aos aditamentos do financiamento. Houve ocupação das duas vias da avenida por cerca de 2 horas.

Nessa segunda-feira (25/05), novamente estudantes marcharam até o Paço Municipal, que além da solução aos entraves do financiamento, pediram pelo fim das disciplinas online obrigatórias e contra os cortes na educação. O ato faz parte da Semana de Lutas em Defesa da Educação, convocada pela União Nacional dos Estudantes.

De acordo com Jonathan Silva, diretor da UEE-SP, hoje existem mais de 5 mil matriculados da Anhanguera com problemas para realizar o renovação do contrato do Fies, e o prazo final estipulado pelo Ministério da Educação (MEC)  termina na próxima sexta-feira (29/05).

Aqueles que encontraram negativas, e procuraram o Ministério, obtiveram a resposta que o aditamento estava bloqueado, pois a Universidade não atualizou os dados no Sisfies.

“Os estudantes da Anhanguera, se juntaram com a UNE e a UEE-SP e construíram o Movimento ‘Preto no Branco’, que reivindica a garantia de que os contatos sejam renovados até o final dos cursos. As entidades estarão junto com esses universitários até que a diretoria resolva esses problemas e nenhum deles seja prejudicado”, afirmou.

A UEE-SP entrou em contato com Anhanguera para esclarecer sobre os bloqueios, porém não obteve resposta até o momento.

 

Formação ameaçada

Já na Faculdade de Mauá – Uniesp (FAMA), o diretor da UEE-SP esteve na terça-feira passada (19/05) com estudantes de serviço social.  Na instituição as reclamações vão além dos aditamentos.  Há um evidente abuso de poder e falta de compromisso com a educação e a formação, uma vez que os graduandos do período da manhã foram transferidos para noite, sem qualquer aviso prévio. A justificativa da diretoria, segundo os estudantes, é que na falta de verbas do Fies desse ano, houve a necessidade do fechamento de turmas.

“Com isso, as salas de aula estão lotadas, há dificuldade para conseguir estágios, e assim risco de perder o financiamento estudantil, já que o estágio conta como uma matéria. Além, disso, muitos largaram o curso por conta do horário de trabalho”, contou a estudante do quinto semestre de serviço social, Ana Paula Souza.

Os estudantes só foram avisados da mudança de período em março, com o início do ano letivo. Ou seja, eles não tiveram opções para se organizar.

Ana acrescentou ainda que atualmente o Centro Acadêmico (CA) do curso não é legitimado pela diretoria, e dessa forma, pensam em uma organização de um Diretório Central de Estudantes (DCE), atuante e representativo, que reivindique soluções e estágios para os estudantes junto a Prefeitura de Mauá, já que muitos ficaram sem vagas devido a troca de período. Segundo ela, por meio de uma parceria, a FAMA conseguiria incluir os graduandos para atuar na área, em diversos órgãos da cidade.

“Vamos organizar também uma comissão e eleger dois representantes da FAMA para participar do Congresso da UNE e levar essas questões para aumentar as mobilizações e a visibilidade dos problemas da nossa Faculdade”, afirma.

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