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Estudantes da Unicsul protestam contra demissão de professores

05/07/2016 às 17:01, por Redação I Foto: Davison Andrade.

Mobilização conseguiu uma reunião com a direção da universidade para reivindicar melhoria na qualidade de ensino

Os estudantes de Publicidade e Propaganda da Universidade Cruzeiro do Sul realizaram uma manifestação, na última quinta-feira (30), em frente ao campi São Miguel, zona Leste da capital paulista, contra a demissão de dois dos principais professores da instituição.

A diretora de Extensão da UNE Mariara Cruz e a diretora da UEE-SP e também estudante da UNICSUL Bianca Guedes, compareceram ao ato. Os professores demitidos lecionavam no curso de PP e tinham a maior avaliação dos alunos na última pesquisa realizada na Cruzeiro do Sul.

Para Mariara Cruz, os estudantes estão sendo claramente prejudicados pela péssima administração da universidade. “Ela está mais preocupada em lucrar do que com a qualidade da educação oferecida. A Cruzeiro do Sul é uma das gigantes do ensino superior no Brasil, detém 1,3% das matrículas de todo o país. Contudo esse grupo é estrangeiro e pertence ao fundo Actis do Reino Unido, por isso não tem nenhum compromisso em formar bons profissionais, mas sim de lucrar, diante da falta de investimento do governo na educação pública. A UNE e os estudantes da UNICSUL não se calarão enquanto não tivermos uma resposta que atenda às necessidades de cada estudante daqui”, destacou a diretora da UNE.

Os estudantes foram em ato até a porta da reitoria exigir a recontratação de dois professores que foram desligados da instituição sem causa aparente. “Nós estudantes, entendemos que nessas demissões existem perseguições ideológicas e políticas, pois esses professores apoiam o movimento estudantil dentro da Cruzeiro”, denunciou a diretora da UEE-SP.

O estudante Jemerson Vieira, um dos organizadores da manifestação explicou que a ação é coordenada e organizada pelos representantes de curso, tanto pelos alunos do campus de São Miguel e Anália Franco, além da participação da UNE e da UEE, assim como da Atlética Gallus do campus Anália Franco. “Nós estamos há anos lutando por melhorias no curso através da coordenação”.  Ele afirma que as reivindicações dos estudantes há algum tempo não tem retorno da coordenação do curso que age com descaso.

A diretora da UEE-SP Bianca Guedes destacou ainda que os estudantes estão se organizando também contra a má gestão por parte da coordenadora do curso que, de acordo com ela, nunca  ofereceu apoio e resolução efetiva dos problemas do curso, chegando até a excluir e discriminar pessoas cadeirantes por falta de acesso compatível no núcleo de comunicação.

“Isso afeta diretamente no desenvolvimento de cada estudante de comunicação, que muitas vezes trabalham muito para conseguir pagar a universidade, e que hoje se mostram insatisfeitos com o que lhes é ofertado pelos Barões do Ensino que visão apenas o lucro através da educação e não uma formação de qualidade para todas e todos”, contou ela.

Reunião com a coordenação

No mesmo dia uma comissão dos representantes de turma, a Atlética e a diretora da UNE foram recebidos pela direção da Universidade, composta pelo assessor da reitoria e coordenador do curso de Ciências Contábeis João Paulo Lima, pelo coordenador do curso de Markenting Jose Ferreira e pelo coordenador do curso de Administração Jose Carlos Lima, para apresentarem suas reivindicações.

De acordo com a estudante Isabelle Diniz os estudantes não têm voz dentro da UNICSUL. “Não importa estarmos em semestres diferentes, as reivindicação de todos eram as mesmas. Estamos cansados de fazer pesquisas de opinião sobre os professores se elas não são levadas a adiante. Estamos cansados de solicitar alteração de professores que deixam extremante claro através de suas próprias atitudes, que não estão satisfeitos ou não querem dar aula”, desabafou.

Em uma pesquisa feita no ano passado na instituição os dois professores melhores pontuados foram desligados da universidade no final do primeiro semestre desse ano.

Leonardo Martins presidente da Atlética Gallus afirma que “um dos maiores problemas é a relação que a universidade tem com o aluno, que está dentro de um paradigma empresa e massa, e não universidade e aprendiz ou até mesmo pessoa e pessoa”.

Já o estudante Rodrigo Mota que também esteve à frente da mobilização e participou da reunião ressaltou que o primeiro e mais importante passo foi dado. “Acredito que o segundo passo tenha que ser a fundação do diretório acadêmico para dar ainda mais voz para os alunos, para lutarmos por uma reestruturação na instituição como um todo e podermos melhorar o ensino e futuramente formar ótimos profissionais para nossa sociedade”.

As coordenações ouviram as reivindicações dos representantes, mas afirmaram que os professores não serão recontratados pois o curso de Publicidade e Propaganda está passando por uma reestruturação, portanto outros professores ainda deverão sair, bem como novos professores serão contratados.

Questionados por um posicionamento sobre a coordenação do curso os representantes da instituição pediram um prazo até a primeira semana de Agosto.

Para o estudante Jemerson a reitoria não mostrou-se disposta a encontrar soluções e aparentemente muitas das questões que os estudantes abordaram não tiveram resposta e infelizmente os discentes tiveram que aceitar às imposições em relação ao prazo. “A Universidade demonstrou ser pouco amigável com o que os alunos querem, apesar da gente opinar, muito dificilmente o que falamos na reunião foi considerado. São situações que precisam ser mudadas de imediato, mas o resumo do evento é que ele foi um ponta pé para as cobranças que virão a partir de agora”.

Ao saber da reunião a reação dos demais estudantes foi de insatisfação, mas mesmo assim eles não se desmobilizaram diante das respostas negativas dadas pela universidade.
“A mobilização foi um passo importante principalmente para estreitar ainda mais a relação entre os campus da universidade, mostrou que para o próximo período podemos contar uns com os outros para futuras manifestações e lutar pelo que acreditamos”, afirmou o estudante Rodrigo Mota.

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