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Estudantes da UnB repudiam discurso de ódio e realizam manifestação

20/06/2016 às 17:19, por Renata Bars Foto: Mídia Ninja.

Ato aconteceu como resposta aos ataques fascistas ocorridos na universidade na última semana

As manifestações de ódio, racismo e homofobia proferidas por um grupo de extrema direita que invadiu a Universidade de Brasília (UnB), na última sexta-feira, foram repudiadas em um ato realizado por centenas de estudantes, professores e servidores nesta segunda (20), no Instituto de Central Ciências (ICC), um dos maiores prédios da instituição.

Munidos de cartazes e palavras de ordem, os estudantes protestaram em passeata até o Restaurante Universitário e pediram respeito à democracia e o fim da intolerância. Gritos de “A nossa luta é todo dia. Contra racismo, o machismo e a homofobia”, e “fascistas não passarão”, ecoaram pelos corredores.

Presente no ato, o diretor da relações institucionais da UNE e estudante de História da UnB, Iago Montalvão afirmou que a manifestação foi plural num tom de resposta ao fascismo visto na última semana. Para ele, a organização dos movimentos sociais para repudiar a incitação do ódio é fundamental.

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”Temos também que cobrar medidas judiciais e legais que inibam esses tipos de atos, porque são manifestações que incitam a violência e o ódio, e por isso precisam ser punidas. Não podemos permitir que esse sentimento cresça em nosso país , isso precisa ser duramente combatido”, reiterou.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) também foi acionado. Uma representação responsabiliza a ativista Kelly Bolsonaro pelos ataques homofóbicos e racistas.

Em entrevista ao portal Metrópoles de Brasília, o reitor da UnB, Ivan Camargo, declarou que a universidade irá manter uma posição muito firme contra manifestações violentas. Ele qualificou as agressões aos estudantes como atos de “autoritarismo e violência”. “É um espaço de diversidade que não pode permitir a intolerância”, completou.

Uma assembleia estudantil está marcada para a próxima quarta (22), às 15h, no Teatro de Arena.

Confira como foi o protesto:

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