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Estudantes da UFSCar 1×0 reajuste do RU

15/06/2018 às 17:09, por Sara Puerta com edição de Cristiane Tada.


Após 36 dias de mobilização e ocupação reajuste de 122% na refeições do restaurante universitário foi revogado por dois meses

O aumento no valor dos Restaurantes Universitários parece que tem sido a gota d’água para os estudantes das universidades federais no Brasil. Em tempos de recessão e cortes cruéis no orçamento das instituições de ensino, uma das principais políticas de permanência estudantil que é valor baixo das refeições devido ao subsídio das universidades têm sido atacado.

Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) os estudantes conquistaram uma vitória histórica no último dia 14 de Junho: a suspensão do reajuste de 122% no valor do restaurante universitário. Foram de 36 dias de ocupação, mobilização, e pressão no campus de Sorocaba. Após muitos debates e uma reunião extraordinária do Conselho Universitário para tratar sobre o reajuste foi decidido que durante dois meses o valor voltará a ser de R$ 1,80, até que uma comissão – com representantes da direção, professores e estudantes – defina o novo valor.

João Modesto, estudante de Geografia da UFSCar, membro do DCE Livre e diretor regional de Sorocaba da UEE-SP, a revogação do aumento só aconteceu por conta da perseverança dos estudantes por mais de um mês ocupando diversos prédios do campus de Sorocaba e até mesmo a reitoria, no campus de São Carlos, sofrendo com truculência e intimidação durante a reintegração de posse pela Polícia.

“Além da falta de diálogo ao decidirem pelo reajuste, durante a nossa manifestação contrária ao aumento, a direção ainda tentou criminalizar a mobilização estudantil, processando sete estudantes que participaram da ocupação”, conta João.

Para o estudante, a revogação é comemorada e todo orçamento será avaliado ponto a ponto nos próximos dias para chegar a um reajuste que não prejudique os estudantes. Para o DCE LIVRE da UFSCar, a transparência das contas da universitária é o ideal para que se chegue a um consenso. ” Uma coisa é certa, não aceitaremos os R$ 4,00 como novo valor”.

Para Ergon Cugler, diretor de universidades públicas da UEE-SP, a luta dos estudantes da UFSCar foi poderosa para combater a evasão universitária que é aumentada em momentos de crise econômica. Cada estudante que deixa de se formar é um desperdício de investimento, de energia da juventude e aponta para uma falta de perspectiva e frustação por não conseguir concluir a graduação.

“Para o movimento estudantil paulista, a permanência deve ser encarada para muito além de um privilégio ou benefício, mas como direito. Pois somente popularizando cada vez mais a universidade e garantindo acesso aos diversos setores sociais, podemos profundamente transformar a sociedade”, avalia Ergon.

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