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Estudantes da UFSC paralisam aulas em apoio aos servidores municipais

04/05/2018 às 14:51, por Renata Bars.

Estudantes apoiam greve dos servidores públicos da área da Saúde

Trabalhadores estão em greve desde o dia 11 de abril em protesto contra a lei que permite contratações de organizações sociais na administração de creches e postos de saúde públicos

Na tarde da última quinta-feira (3), estudantes do Centro de Saúde da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) saíram em marcha pela cidade em apoio à greve dos servidores públicos municipais iniciada no último dia 11 de abril. Em assembleia realizada na quarta-feira (2) os estudantes dos Centros Acadêmicos de Saúde também optaram por paralisar as aulas com o intuito de realizar atividades de formação e discutir o movimento que rechaça a criação da lei das Organizações Sociais na cidade de Florianopólis, capital do estado.

A lei aprovada pela Câmara Municipal no mês de abril, em regime de urgência, prevê a contratação de Organizações Sociais (OS), ou seja, empresas privadas, para gerir creches e uma unidade de pronto atendimento (UPA) na cidade.

Para os estudantes e trabalhadores em greve, o projeto configura a privatização da saúde.

”O discurso de que contratar OS melhora o serviço público é mentiroso. Privatizar o atendimento não apenas piora a estrutura como um todo, mas também aumenta os gastos do poder público”, diz nota publicada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem).

A estudante de Enfermagem da instituição e diretora do Centro Acadêmico de Saúde, Vitória Davi, explica que a medida tomada pela prefeitura fere o princípio básico do SUS, que é o controle social exercido pela população através do poder público para regular e averiguar as atividades públicas de saúde.

”Com essa lei o controle social se perde, pois não haverá transparência já que os serviços serão administrados por empresas privadas”, disse.

Durante o protesto realizado na quinta-feira houve uma rodada de negociações entre o sindicato e a prefeitura, porém sem avanços significativos.

A contratação de organizações sociais para administrar entidades públicas é comum no governo de Santa Catarina desde 2004. No entanto, a medida nem sempre obteve sucesso. Em 2017 o governo rompeu o contrato com a organização que administrava o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) depois de atrasar salários e alegar que o estado tinha uma dívida de mais de R$ 20 milhões.

A Prefeitura de Florianópolis defende que contratar uma organização social é mais rápido e barato do que realizar novos concursos públicos.

A greve dos trabalhadores e estudantes continua. Acompanhe os próximos acontecimentos no site e nas redes da UNE.

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