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Estudantes da FMU pressionam contra demissões de professores e precarização

17/07/2017 às 17:06, por Sara Puerta com edição de Cristiane Tada .

Protesto no sábado (15) na Praça da Sé reuniu centenas de estudantes
(Cuca da UNE)

Professores e uma comissão parlamentar também pedem providências na Justiça

Centenas de estudantes da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), se reuniram neste sábado (15/7) na Praça da Sé em São Paulo no ato #ResisteFMU. O protesto aconteceu por conta do novo “modelo acadêmico” imposto pela mantenedora Grupo Laureate que provocou a demissão de 327 professores; a redução da carga horária de aulas; o reajuste abusivo de mensalidades e mais aulas à distância.

Os estudantes seguiram até o Campus da Liberdade e as portas do prédio foram fechadas pela diretoria, mesmo em dia de vestibular.

Lucas Rodrigues dos Santos, que cursa o último ano de Direito, afirma que a diretoria não mantém diálogo explicando para os estudante sobre as mudanças que aconteceram e as demissões – e ainda não tem transparência quanto às mensalidade. ” Retiraram uma bolsa filantrópica que eu utilizava em Janeiro, sem qualquer aviso. E assim a mensalidade foi reajustada em mais de R$ 600. E mesmo com a implementação de aulas à distância, e a demissão massiva de professores ainda há reajuste e acima da inflação”.

Lucas acrescenta que os manifestantes também reivindicam a abertura do livro fiscal da universidade. ” A conta não está batendo. E procuramos a universidade durante todo o semestre por respostas, e não houve qualquer explicação para as mudanças”.

Estudantes protestam no Centro de SP

No ato foi anunciada uma greve de professores da Universidade, a partir do dia 1º de Agosto, contra as demissões.

A UEE-SP e a UNE procuraram o Sinpro ( Sindicato de Professores de São Paulo), porém a informação não foi confirmada. O Sindicato entrou com ação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) contra as demissões, a reestruturação curricular e a redução da carga horária dos cursos. Uma nova audiência será realizada no próximo dia (27/7).

A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, liderada pelo parlamentar Orlando Silva (PCdoB-SP), também solicitou na última semana ao Ministério do Trabalho e também ao Tribunal Regional do Trabalho providências quanto ao caso.

Contra os tubarões do ensino

Ex-alunos da Uniesp também estiveram presentes no ato, em solidariedade ao que acontece na FMU, e para manifestar-se sobre os processos contra a UNIESP, que divulgou um Programa chamado ” Você na Faculdade! A Uniesp paga”, em que os alunos não pagariam pelo curso, que seria bancado pelo FIES, caso cumprissem uma jornada de trabalho de seis horas em ONGs indicadas pela própria universidade.

Segundo Debora Lima, que estudou História entre os anos de 2015 e 2017, foram mais de 750 mil estudantes em todo o país que assinaram contratos do Financiamento, achando que teriam suas parcelas pagas, por conta dessas parcerias e hoje têm dividas de mais de R$ 50 mil. “Os chamados ‘Tubarões do ensino’, na FMU e Uniesp, fazem propaganda enganosa sobre mensalidades, descontos e cursos. Só visam lucros e não se preocupam com a formação do estudante. Atualmente estamos processando coletivamente a universidade, que afirma estar quitando mil contratos. Mas o que representa isso diante de 752 mil estudantes prejudicados?”, questiona.

 

Nota de esclarecimento

A UEE-SP e A UNE procuraram a FMU durante a semana passada sobre as denúncias dos estudantes. A Universidade emitiu a seguinte nota na sexta-feira (14.07):

Desde que ingressou na rede de educação Laureate, a FMU viu seus índices de qualidade acadêmica evoluírem em diversos aspectos, por exemplo: IGC contínuo (Índice Geral de Cursos) evoluiu de 2,4006 (em 2013) para 2,71 (em 2015 – último dado divulgado pelo MEC). Além disso, nas avaliações in loco realizadas pelo MEC no último ano, a FMU obteve em 80% delas o conceito 4 (de uma escala de 1 a 5) e 20% conceito 3, sendo o Direito um curso com conceito 5 (máximo). Além de figurar entre as melhores instituições de ensino em rankings como o RUF (visão do empregador) e o Guia do Estudante.

A partir do segundo semestre de 2017 entrará em vigor a atualização do nosso modelo acadêmico para cursos das áreas Negócios, Direito e Saúde, cuidadosamente estruturado para garantir mais aderência às necessidades e desafios do mercado de trabalho, assim como proporcionar maior interdisciplinaridade e network aos seus alunos. Esse modelo acadêmico está completamente alinhado às DCNs (Diretrizes Curriculares Nacionais) do MEC e segue tendências pedagógicas já consagradas, além de fazer uso de metodologias ativas de aprendizagem, que estimulam a autonomia e o desenvolvimento do estudante. Cabe também ressaltar que as IES possuem autonomia para alterar suas matrizes curriculares desde que os cursos observem as exigências de suas DCNs.

Sobre a inclusão de disciplinas online nos cursos presenciais, essa é uma prerrogativa que todas as instituições de ensino superior no Brasil têm, desde que abranja até 20% da carga horária do conteúdo do curso.  A FMU contempla essas disciplinas em suas matrizes curriculares por acreditar que o uso de tecnologias educacionais não é apenas uma tendência, mas acima de tudo uma necessidade para os cursos presenciais, bem como para inserir seus estudantes na cultura digital e de novas tecnologias.

A respeito do desligamento de docentes, a FMU esclarece que a cada semestre é realizado o processo de avaliação do corpo docente, obedecendo rigorosamente a legislação do SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior). A partir dessa avaliação, respondida este semestre por 75% dos alunos, juntamente com informações relacionadas à desempenho, didática e assiduidade, a IES realiza movimentações do corpo docente, se necessário, seguindo estritamente a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.
A FMU esclarece ainda que o estudante contrata a prestação de serviços educacionais referente ao cumprimento da carga horária exigida pelo MEC para a conclusão do curso de graduação no formato de semestralidade. Dessa forma, a Instituição não está descumprindo o que é acordado semestralmente com seus alunos na assinatura do contrato (rematrícula).

Dessa forma, o Complexo Educacional FMU reforça seu compromisso com a plena formação de seus alunos.

Complexo Educacional FMU

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