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Estudantes aderem a paralisação nacional contra os retrocessos na Educação

23/09/2016 às 17:22, por Redação com informações e fotos Mídia Ninja.

Cortes nas federais, reformulação do ensino médio e protestos contra a PEC 241 e a Lei da Mordaça foram principais pautas

O Dia Nacional de Lutas convocado pelas principais Centrais Sindicais do país organizou uma paralisação geral nacional nos postos de trabalho nesta quinta-feira (22).

O mote “Nenhum direito a menos” mobilizou atos em 23 estados do Brasil, mais o Distrito Federal.

Em São Paulo, o ato reuniu 50 mil trabalhadores, professores e estudantes apoiados pelas pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo das quais a UNE faz parte.

A entidade também convocou estudantes em todo o Brasil para se manifestarem junto com os trabalhadores.

“O golpista do Michel Temer quer impor derrotas a toda a classe trabalhadora, não vamos admitir uma reforma da previdência que vai dificultar cada vez mais mulheres e a juventude a se aposentar, não vamos admitir os cortes na educação e a retirada de direitos. Essa jornada de lutas está só começando. Com muita unidade, estudantes e trabalhadores defendemos Diretas Já e Fora Temer”, destacou durante a marcha na capital paulista a presidenta da UNE, Moara Correia.

As paralisações pretendem ser um “esquenta” para uma greve geral no país.

Um pouco antes do ato das centrais os professores paulistas realizaram uma assembleia no Vão Livre do Masp, também na Avenida Paulista, para exigir melhores condições de trabalho e dizer não aos retrocessos na educação com a reforma do ensino médio proposta por Temer e seu ministro da educação, Mendonça Filho. Eles aprovaram uma paralisação nas escolas no próximo dia 05 e a ida a Brasília para protestar.

Na quinta-feira mesmo foi anunciada pelo Ministério da Educação uma reforma no ensino médio de caráter tecnicista, que aumenta a carga horária, retira disciplinas críticas e de formação cidadã e precariza a atividade do professor entre outras coisas.

Leia mais sobre o assunto na nota divulgada pela União Brasileira de Estudantes Secundaristas>>>>

Pelo Brasil

Em Natal, o ato na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), começou bem cedo com os estudantes fazendo um trancaço, seguido de aulas públicas sobre os cortes na educação.

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UFRN, em Natal

Assista ao vídeo do 1º Diretor de Universidades Públicas da União Nacional dos Estudantes, Gabriel Miranda, durante a marcha. 

 

Já em Goiás ocorreram dezenas de paralisações dos sindicatos industriais e do servidores público, goiano e federal somadas aos secundaristas e universitários, que param Goiânia numa manhã de luta unificada.

Alunos da Universidade Federal de Goiânia também mandaram um recado ao governo golpista, contra os cortes na educação.

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UFG em Goiânia

Em outro momento os manifestantes percorreram o Centro da cidade até o Palácio do governo de Marconi Perilo e a Assembleia Legislativa contra as OSs – na saúde e na educação.

Em Pernambuco estudantes, servidores e docentes da Universidade de Pernambuco, em Recife, paralisaram as atividades nos campus Santo Amaro, Mata Sul e Mata Norte reivindicando melhorias na segurança e na qualidade do ensino.

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Estudantes na União de Estudantes de Pernambuco, no Recife

Em Belo Horizonte, a comunidade acadêmica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ocupou as ruas da capital em defesa da educação e contra a PEC 241, que prevê o congelamento de investimentos na educação por 20 anos.

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Pelas ruas de Belo Horizonte, estudantes da UFMG protestaram

Em Florianópolis (SC) e Curitiba (PR) milhares de estudantes se incorporaram nos atos da  paralisação nacional, no Largo da Alfândega e na Praça Santos Andrade respectivamente.  Em Porto Alegre (RS) durante a marcha pelo centro da cidade os estudantes protestaram contra o cortes e sobre a mudança na política de cotas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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Estudantes integram Dia Nacional de Paralisação na capital de Santa Catarina

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Em Porto Alegre (RS) estudantes da UFRGS também protestaram

Institutos federais e escolas de todo o Brasil também então se mobilizando contra a reforma do ensino médio.  Em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, o ato do Dia Nacional de Paralisação teve o apoio maciço de estudantes, servidores e professores do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul)  numa unidade na luta contra a reforma do Ensino Médio. Em Guarulhos, os estudantes já resistem há 41 horas de ocupação pacífica no IFSP Campus Guarulhos, em São Paulo. Nesta sexta-feira (23) por deliberação em assembleia eles decidiram permanecer em paralisação.

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Sapucaia do Sul, região metropolitana de Porto Alegre

Hoje ainda 200 estudantes secundaristas de Sarandi, no Paraná, realizaram um ato contra a medida autoritária de Temer e o roubo da merenda escolar promovida pelo governador Beto Richa (PSDB). A Polícia Militar foi chamada para dispersar a manifestação, o diálogo foi feito usando spray de pimenta e violência física e no final levou para a delegacia uma estudante menor de idade que ainda não se encontra com seus responsáveis ou advogado na delegacia.

No país todo já estão marcados atos nos dias 5 de Outubro contra a medida provisória do desmonte e a Escola Sem Partido. Mais informações no site da UBES.

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