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”Esse aumento eu não pago”: campanha contra a mensalidade abusiva na Uninove

11/03/2016 às 17:15, por Renata Bars.

Reajuste acima da inflação e retirada de desconto sem aviso prévio supreendeu alunos

O ano letivo começou conturbado para os estudantes da Universidade Nove de Julho (Uninove) em São Paulo. No ato das matrículas eles foram surpreendidos com um aumento abusivo, além do final dos chamados ”descontos de mensalidade” que ofereciam um valor menor se a mensalidade fosse quitada até determinado dia do mês.

Com o apoio da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP) e o Dce Livre da Uninove, uma campanha contra o aumento desproporcional foi lançada. Intitulada ”Esse aumento eu não pago” a ação pretende denunciar o ocorrido e chamar atenção da instituição para o problema.

Segundo Peter Lucas, diretor de universidades privadas da UEE-SP, os estudantes tem publicado fotos segurando placas com a tag #esseaumentoeunãopago. ”É uma forma simbólica de mostrar que os estudantes não vão arcar com esse absurdo nas mensalidades. Muitos estão desistindo do curso e do sonho de se formar e isso não pode acontecer”, falou.

Protestos

Uma série de protestos vem ocorrendo desde o período de férias. O último realizado na quinta-feira (10) reuniu centenas de estudantes no campus da Vila Maria, zona norte da capital. Com palavras de ordem e um grande jogral, os manifestantes reivindicaram o fim dos aumentos.

Para a presidenta do DCE, Daniele Paulo, os atos foram importantes para dar voz e reforçar a insatisfação dos estudantes. ” Os alunos começaram a nos procurar, pois eles mesmos já estavam se organizando, só precisavam de mais força”, contou.

Um novo ato está marcado para o próximo dia 17, no Campus Memorial.

Isabella Rodrigues, 20, estudante de Nutrição, relata que mesmo sendo prounista, o aumento da mensalidade está dificultando sua permanência no curso. ”Minha mensalidade subiu de 290 para 350 reais. Tenho 50% de bolsa pelo Prouni, mas mesmo assim, fica difícil arcar com esses aumentos repentinos”, disse.

Educação não é mercadoria

Em 2013 a UNE lançou a cartilha ‘’Educação não é mercadoria’’. O material é fruto das campanhas da entidade contra a mercantilização da educação. Nele, você pode conferir a trajetória do ensino privado no Brasil e a luta da UNE pela aprovação do projeto de lei que cria o Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior (Insaes) – autarquia que visa regulamentar o setor.

O Insaes é uma ferramenta necessária que hoje nós sentimos falta. Precisamos que o perfil do estudante seja compreendido. A Uninove tem em sua maioria estudantes que são trabalhadores, pais e mães, que entraram na universidade com a certeza de poder pagá-la. Quando a instituição tira o desconto sem avaliar o perfil do estudante acaba por gerar uma evasão gigantesca. Precisa haver regulação”, avaliou o direitor de universidades privadas da UEE-SP.

Confira e entenda um pouco mais sobre seus direitos diante dos empresários, os grandes ‘’tubarões do ensino’’:

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