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Especial eleições 2016: mais esporte e mais saúde

28/09/2016 às 17:29, por Renata Bars.

Reivindicações da UNE para as eleições de 2016 incluem o incentivo ao esporte e políticas públicas de saúde para a juventude
Os debates ocorridos durante os três dias do 64ºConeg, que aconteceu de 15 a 17 de julho em São Paulo, resultaram na Plataforma Eleitoral da UNE, documento que reúne as demandas do movimento estudantil aos candidatos e candidatas às prefeituras e câmaras de vereadores nas eleições municipais 2016.

Sete áreas fundamentais estão contempladas na Plataforma, e, entre elas, o esporte e a saúde. Pautas como o aumento da cobertura na atenção básica de saúde de responsabilidade do município com políticas direcionadas à população juvenil, implementação de políticas públicas de acompanhamento do uso das drogas, com investimento em redução de danos, e incentivo à prática do esporte nas dependências escolares municipais são alguns dos pontos contidos no documento.

Para o membro da Atlética de Artes e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (UFF), Alex Oliveira, há uma preocupante falta de políticas públicas para incentivar o esporte dentro da universidade. ”Infelizmente as universidade federais não apresentam um programa de inclusão dos atletas, se comparamos com potências esportivas mundiais ,os programas de incentivo ao esporte das nossas universidade públicas estão aquém de outras universidades ao redor do mundo. O que prejudica a expansão do esporte em todo o país” alertou.

As chamadas ”Atléticas” são entidades responsáveis por promover e coordenar a parte esportiva de cada faculdade, organizando treinos e campeonatos externos e internos em diversas modalidades esportivas.

”O esporte tem um papel fundamental na formação universitária, além do incentivo a uma vida mais saudável, o esporte consegue tirar o estresse do dia-a-dia da sala de aula. Sem contar a integração com os colegas da universidade, formando uma família, que para mim é o mais gratificante”, falou Alex.

Saúde para todos e todas

Segundo estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2014, apenas 7,7% dos municípios brasileiros elaboraram políticas específicas para a população de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT). O índice também se refere a ações na área da saúde.

No estado de São Paulo, a Secretaria de Saúde promove programas de prevenção às DSTs como a distribuição de preservativos em escolas do ensino médio.

”O segmento LGBT é mais vulnerável à epidemia de HIV e a gente trabalha com essa população desde o início, com ações voltadas para a prevenção e principalmente a questão da realização do diagnóstico precoce”, falou Naila Jani, representante da divisão de prevenção do programa estadual DST-AIDS.

O estado paulista também promove uma ação conhecida como Profilaxia Pós-Exposição (PEP), uma forma de prevenção da infecção pelo HIV usando os medicamentos que fazem parte do coquetel utilizado no tratamento da aids, para pessoas que possam ter entrado em contato com o vírus recentemente.

O diretor LGBT da UNE, Augusto Oliveira, faz um contraponto e lembra que a saúde da população LGBT vai além do tema HIV-Aids.

”Os responsáveis pela saúde em nosso país ainda não sabem lidar com a questão da homossexualidade e da transexualidade. As políticas públicas voltadas à população LGBT precisam sair do parâmetro de somente HIV e AIDS. A população LGBT precisa de um atendimento integral, pois essa população também gripa, também fica com febre, também tem alergia, entre outros diversos pontos que são enfraquecidos. E esses planos partem de um pressuposto em comum que é a qualificação de atendimento dos profissionais com a população LGBT. Cada letrinha dessa sigla tem sua especificidade que precisa ser altamente respeitada e colocada em disposição no sistema público de saúde”, disse.

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