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Especial Eleições 2016: lugar de mulher também é na disputa eleitoral

21/09/2016 às 16:57, por Cristiane Tada.

Jovens candidatas querem ter voz e vez nas câmaras e prefeituras de todo o Brasil

Do total de candidatos e candidatas às eleições neste ano, 99.789 têm até 35 anos, representando apenas cerca de 20% da parcela jovem das candidaturas.

No que diz respeito a representatividade das mulheres os números também são parcos. Na Câmara de Vereadores de São Paulo, cidade mais populosa do Brasil, esse déficit de representatividade de jovens e mulheres é ainda maior: apenas quatro dos 55 vereadores têm menos de 40 anos. Mulheres são apenas seis vereadoras.

Esses números refletem o que acontece no restante do país. No pleito deste ano candidatas mulheres são apenas 32% das escolhas.

Dos 16.554 candidatos que disputam a prefeitura apenas 0.43% são mulheres, ou seja, 2.143.

De vices o percentual é de apenas 0.60%. Para o cargo de vereador de um universo 310.056, elas são 30,85 %, ou seja, 153.226.

Atualmente, apenas 4 das 26 capitais brasileiras têm suas prefeituras administradas por jovens com menos de 40 anos. Quatro prefeitos estão na faixa dos 40 anos e a grande maioria tem mais de 50 anos. A representação feminina no comando das capitais também está muito aquém: apenas uma prefeitura, de Boa Vista (RR), é liderada por uma mulher.

Quando uma mulher avança, nenhum homem retrocede

Apesar o movimento tímido, a cada eleição os números têm avançado.

Impulsionadas pelo movimento #primaveradasmulheres, que tomou as ruas de centenas de cidades e foi principal agente mobilizador do Fora, Cunha!, resultando na cassação do parlamentar, ou à frente das ocupações secundaristas com início em São Paulo e depois em todo o Brasil, as mulheres têm mostrado que o lugar delas é na luta.

No levantamento da UNE dos candidatos originários do movimento estudantil, destacou-se várias candidatas que despontaram na luta das ruas para a disputa eleitoral.

Como é o caso da candidata a vereadora em São Paulo, Samia Bomfim (PSOL). Para ela a sua geração de mulheres, que constrói o atual momento do movimento feminista, consegue pautar com muita força as bandeiras históricas do movimento feminista – como a luta contra a violência, o direito ao aborto, à igualdade salarial – mesmo que a política institucional seja dominada por sujeitos machistas e conservadores.

E afirma: “Nós podemos ocupar o centro das disputas políticas, tratar de temas que nos foram negados historicamente, e emparedar poderosos, a exemplo do que fizemos com Cunha e com certeza faremos com Temer”.

Já a candidata a vereadora Angela Meyer (PCdoB), ex-presidenta da União Paulista de Estudantes na gestão em que as ocupações secundaristas incendiaram São Paulo e fizeram o governador Geraldo Alckmin voltar atrás no fechamento de centenas de escolas na capital, ressalta que aquele foi um dos momentos onde os jovens mais se viram sem representatividade.

“Ficou evidente não só nossa falta de representação, mas também de pessoas que não ouviam as nossas reivindicações como o caso do Alckmin. Foi preciso ocupar mais de 200 escolas para que a nossa reivindicação fosse atendida. A minha candidatura nasce com isso, de ter alguém lá que possa ouvir as nossas demandas e colocar nossos sonhos da Câmara dos Vereadores”.

A presidenta da UNE, Carina Vitral (PCdoB), candidata a prefeita na cidade de Santos está temporariamente afastada da entidade devido aos compromissos eleitorais. Ao anunciar sua candidatura ela afirmou que ‘não é fácil decidir ser uma jovem prefeita’. Carina destacou que infelizmente nossa sociedade ainda é cheia de preconceitos em relação à idade, ao gênero, à aparência das pessoas.

“Há ainda quem acredite que o jovem não está pronto para um desafio como esse, mas a verdade é que enfrentamos desafios iguais ou até maiores nas lutas cotidianas pela educação, pela democracia, pelo desenvolvimento nacional. Foi assim que, nos últimos anos, conseguimos a partir da UNE a conquista do Plano Nacional de Educação, as cotas, o Prouni e o Reuni, o Pré-Sal para a educação, o Estatuto da Juventude”.

No Especial Eleições 2016, o site da UNE reuniu 16 candidatas vindas do movimento estudantil que tem histórias parecidas e muita vontade de mudar a política de suas cidades. Confira os perfis:

Amanda Anderson – candidata a vereadora pelo PDT em Campo Grande (MS)

Branca Paulino – candidata a vereadora pelo PCdoB em Americana (SP).

Carina Vitral – candidata a prefeita pelo PCdoB em Santos (SP).

Cibele Ferreira – candidata a vereadora pelo PSOL  em São Carlos (SP)

Deborah – candidata a vereadora pelo PCdoB em Goiânia (GO).

Ingryd Fraga – candidata a vereadora pelo PSOL em Nilópolis (RJ)

Isa Penna – candidata a vereadora pelo PSOL em São Paulo (SP).

Jully Anne – candidata a vereadora pelo PCdoB em Anápolis (GO).

Maíra Pinheiro – candidata a vereadora pelo PT em São Paulo (SP).

Melka – candidata a vereadora pelo PCdoB em Recife (PE).

Nathi Bittencurt – candidata a vereadora pelo PSOL em Porto Alegre (RS).

Natália Pennachioni – candidata a vereadora pelo PSOL em São Carlos (SP).

Rana Agarriberri – candidata a vereadora pelo PSOL em Belo Horizonte (MG).

Sâmia Bonfim – candidata a vereadora pelo PSOL em São Paulo (SP).

Titi Alvarez – candidata a vereadora pelo PCdoB em Porto Alegra (RS).

Vitória Silvestre – candidata a vereadora pelo PCdoB em Guarulhos (SP).

 

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