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Especial Eleições 2016: Entrevista com Orlando Silva

13/09/2016 às 16:56, por Natasha Ramos.

A UNE conversou com deputado federal de SP que falou sobre como o movimento estudantil foi determinante na sua trajetória política

O deputado federal e ex-ministro dos Esportes no governo Lula, Orlando Silva (PCdoB) cursou o secundário no colégio estadual João Florêncio Gomes, em Salvador, sua cidade-natal. Em 1988, com 17 anos, organizou e dirigiu um grêmio, através do qual reivindicou a presença de professores na Secretaria Estadual de Educação. Nesse mesmo ano, filiou-se ao Partido Comunista do Brasil.

Em 1989 ingressou na faculdade de direito na Universidade Católica de Salvador e, em 1990, foi membro da diretoria do Centro Acadêmico Teixeira de Freitas. Em 1991, foi eleito para a direção do DCE, onde permaneceu até metade de 1992. Nesse mesmo ano, foi eleito tesoureiro da União Nacional dos Estudantes, participando ativamente do movimento “Fora Collor”, que causou o impeachment do então presidente Fernando Collor de Melo. No ano seguinte, em 1993, ocupou o cargo de diretor de comunicação, até que, em 1995, foi eleito presidente da UNE. Era a primeira vez que um negro ocupava o cargo de presidência. O site da UNE entrevistou a parlamentar para o Especial Eleições 2016 sobre sua trajetória e sobre a renovação da política a partir da candidatura de jovens do movimento estudantil. Confira:

UNE: Como o Movimento Estudantil contribuiu para sua formação política?
Orlando Silva: O Movimento Estudantil foi muito importante para a minha formação porque, desde cedo, ainda na escola, eu percebi que a luta coletiva é que é capaz de conquistar vitórias. A minha experiencia no ME foi decisiva na minha vida pública.

UNE: Como você vê essa renovação da política a partir da candidatura de jovens do movimento estudantil? Quais são os desafios?
Orlando Silva: É fundamental que as lideranças políticas formadas no Movimento Estudantil possam ocupar espaço na cena politica. Há hoje uma clara crise de representatividade. É preciso que essas lideranças políticas construam uma identidade com a juventude. Muitos jovens estão fora da política. A inclusão de candidatos mais novos pode ajudar no aumento do interesse dos jovens na política.

UNE: A partir de candidaturas de pessoas mais jovens, o que você acha que pode mudar de fato na administração das cidades?
Orlando Silva: Eu considero que esses novos nomes vem de outra cultura política: mais digital, mais conectada, que traz uma facilidade maior de estabelecer governos mais representativos. Acredito que essas lideranças políticas poderão se tornar parlamentares mais participativos.

UNE: Como rebater a pergunta de que o movimento estudantil é um simples trampolim político?
Orlando Silva: Isso é um preconceito contra os jovens, as lideranças estudantis. Ninguém fala isso de candidatos de sindicato de trabalhadores, ninguém fala isso de famílias que ao longo de décadas passam de pai para filho seus mandatos. Os jovens do movimento estudantil não devem desistir diante dessa ideia.

>>>Leia a matéria completa Os Jovens Candidatos e o desafio para renovar a política #EspecialEleicoes2016

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