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Especial Eleições 2016: Entrevista com Lindbergh Farias

13/09/2016 às 16:59, por Natasha Ramos.

A UNE conversou com Lindbergh Farias que falou sobre como sua participação no movimento estudantil foi uma grande escola para a sua vida pública

O senador Lindbergh Farias (PT) começou no movimento estudantil secundarista. Depois, ingressou na Universidade Federal da Paraíba, no curso de Medicina, e começou a participar das lutas por expansão do ensino público, pela democratização da universidade e por assistência estudantil.

Em 1992, foi eleito presidente da UNE, na histórica gestão que impulsionou as mobilizações pelo Fora Collor.

O site da UNE entrevistou a parlamentar para o Especial Eleições 2016 sobre sua trajetória e sobre a renovação da política a partir da candidatura de jovens do movimento estudantil.

Confira abaixo:

Como o Movimento estudantil contribuiu para sua formação política?

O movimento estudantil foi uma grande escola. É no ME que muitos jovens travam o primeiro contato direto com a organização coletiva para reivindicar melhorias nas questões que os afetam diretamente: as condições de ensino, a mobilidade urbana, o acesso à cultura e arte… é um espaço de debates riquíssimos e de experimentação, de liberdade, radicalização da democracia.

Como você vê essa renovação da política a partir da candidatura de jovens do movimento estudantil?

Eu acho que a política brasileira só tem a ganhar com o surgimento de figuras arejadas, incorporando novas pautas, rompendo com estruturas viciadas e trazendo a juventude para a participação política também no plano institucional.

Quais foram as dificuldades que você enfrentou por ser um candidato jovem em um ambiente de pessoas mais velhas?

Temos várias figuras relevantes na política nacional com origem nos movimentos de juventude, o que serve para construir um ambiente menos hostil. Mas as dificuldades a gente supera com muito trabalho, estudo, demonstrando conteúdo nos debates, sendo atuante e firme nas posições.

Como rebater a pergunta de que o movimento estudantil é um simples trampolim político?

Quem acusa o movimento estudantil de servir de trampolim são as elites que sempre utilizaram o dinheiro para guindar seus representantes aos postos políticos mais importantes. Eu quero é que tenhamos mais pessoas na política institucional com origem no movimento estudantil, nos sindicatos, nas associações de moradores… será muito positivo para o país.

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