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Entidades educacionais em luta contra a reforma da aposentadoria

15/03/2017 às 17:57, por Redação com informações do Brasil de Fato I Foto: Ângela Helena do Cuca da UNE.


Mais de um milhão de professores entram em greve neste dia 15 de Março

Nesta quarta-feira (15), Dia Nacional de Paralisação contra a Reforma da Aposentadoria a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) dá início à Greve Nacional da Educação, com 98% de adesão em todos os estados e milhares de municípios do Brasil. A estimativa é de adesão de mais de um milhão de professores e profissionais da rede pública de ensino.

A entidade convocou para os próximos dez dias de greve, pais, mães e responsáveis dos estudantes para apoiar as atividades de protesto contra a PEC 287, que muda as regras da Previdência. No dia 25 de Março os trabalhadores da educação se reúnem novamente em assembleia para decidir os rumos da greve.

“Se a greve não for feita agora, não teremos país para os nossos filhos e nossos netos, essa é verdade. Sabíamos que era necessário conversar com o movimento social e com as centrais e temos um grande movimento que fará desse dia um marco para a luta do trabalhadores desse país”, destacou em entrevista coletiva ontem em São Paulo, o presidente da CNTE, Roberto Leão.

Além do protesto contra a reforma, os trabalhadores da educação defendem a manutenção da lei do piso salarial profissional dos professores e professores. “Infelizmente, isso ainda é só para professores, mas o Plano Nacional de Educação estabelece que todos os trabalhadores da educação também tenham um piso nacional, e impeçam os vergonhosos salários que são pagos em vários locais do país. Vamos continuar com a greve em todos os Estados, 48 entidades mobilizadas, defendendo a educação pública de qualidade”, destacou Leão.

A entidade é uma das convidadas para debater a Reforma da Previdência no 65º Coneg da UNE, que acontece neste fim de semana.

Em São Paulo, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo filiado à CNTE acaba de deliberar greve a rede estadual dos professores a partir do dia 28 de março. Cerca de 60 mil professores que participaram da decisão integram a marcha das Centrais Sindicais na Avenida Paulista neste momento.

Professores tem muito a perder

A reforma, acaba com a aposentadoria especial para professores do ensino público e privado. Essas categorias, que hoje podem requerer o benefício após 30 anos de contribuição para homens e 25 para mulheres, sem idade mínima, passariam a integrar o regime geral da Previdência aposentando-se só aos 65 anos de idade e com 25 de contribuição.

“A aposentadoria diferenciada para os professores é uma questão de justiça. Estabelecer o limite de idade de 65 anos para ambos os sexos é um erro histórico que vai prejudicar sobremodo os professores e professoras, tanto do ensino privado, quanto público”, destacou o representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) Rodrigo Pereira de Paula, na semana passada em audiência na Câmara dos Deputados.

A Contee que representa mais de 100 sindicatos de trabalhadores do setor privado da educação e têm se juntado a luta e feito um amplo movimento, em todos os estados, convocando os trabalhadores e trabalhadoras do ensino privado a se unirem ao movimento.

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