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Ensino a distância: quais as propostas dos presidenciáveis?

18/10/2018 às 17:32, por Renata Bars.


Com aumento vertiginoso nas matrículas, assunto foi destaque nas últimas semanas entre os candidatos neste segundo turno

De acordo com o Censo da Educação Superior divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no último mês de setembro, um em cada cinco estudantes matriculados no ensino superior estuda a distância. Enquanto o ensino presencial apresentou queda nas matrículas, a educação a distância (EAD) registrou o maior salto desde 2008. Em 2017 o crescimento nas matrículas EAD foi de 17,6% em relação ao ano anterior. Nesse cenário, vale a pena se perguntar quais as propostas dos candidatos à presidência nesse setor.

Embora não esteja em seu plano de governo, o candidato do PSL Jair Bolsonaro falou recentemente em entrevistas sobre sua intenção de  implantar o EAD desde o ensino fundamental. Isso quer dizer que alunos 1º ao 9º ano, com idades entre 6 e 14 anos teriam acesso a essa modalidade.

Fernando Haddad (PT), também não fala sobre EAD em seu plano, mas afirmou ser contra a implantação no ensino fundamental. Para ele, o EAD no ensino fundamental criaria um problema para o país, já que as crianças precisam do ambiente escolar para desenvolver-se. “Crianças precisam de ensino presencial, precisam de merenda. Se ficarem em casa, vão ficar sozinhas, porque a mãe não vai ter dinheiro para contratar cuidador”, disse Haddad, que foi ministro da Educação  por sete anos.

Ele também é contra a reforma do ensino médio instituída por Michel Temer, que permite aos estudantes algumas matérias a distância.

“O futuro presidente vai revogar a reforma do ensino médio implantada pelo governo golpista, que estabeleceu que uma parcela importante da grade curricular seja ofertada na modalidade de ensino à distância. O governo Haddad irá elaborar um novo marco legal em diálogo com a comunidade educacional, organizações estudantis e toda sociedade”, diz o plano de governo do candidato petista.

Para a diretora de universidades privadas da UNE Keully Leal, a educação EAD não pode ser descartada no ensino superior já que muitos estudantes dependem deste sistema para estudar, mas é preciso estar alerta.

‘’Nós da UNE nos comprometemos a assumir a tarefa de fiscalizar o bom andamento desse método de ensino. Muitos estudantes precisam dele para estudar, e só reivindicando melhorias, cobrando as universidades e o governo, teremos a garantia da qualidade com um ensino comprometido e socialmente referenciado’’, falou.

A UNE em sua campanha permanente contra a mercantilização do ensino privado defende o fim das disciplinas online obrigatórias, para que o aluno possa escolher o modo como quer cursar as matérias.

 

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