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Em São Paulo, PM ataca protesto pacífico contra o golpe

30/08/2016 às 15:29, por Renata Bars Foto: Mídia Ninja.

Ato convocado pelas Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular seguia pela Avenida Paulista quando foi barrado por bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo

A noite da última segunda-feira (29), foi marcada pela barbárie da polícia militar do estado de São Paulo. O ato ”Fora Temer”, convocado pelas Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular seguia pacífico pela Avenida Paulista, com cerca de 2000 pessoas, quando foi covardemente atacado por bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.

O protesto aconteceu na data em que a presidenta eleita, Dilma Rousseff prestou seu depoimento na comissão do impeachment do Senado. Faixas ”Fora Temer”, ”O povo deve decidir”, ”Golpistas não passarão”, e palavras de ordem pela volta da presidenta marcaram a manifestação até o momento do ataque policial.

Antes da repressão, a esperança

A concentração do ato se deu por volta das 17h, na Parça do Ciclista, também na Avenida Paulista. Por ali, jovens, adultos e até crianças estavam reunidos para mostrar sua indignação com o golpe em curso no país.

Os estudantes Nicole Santos e Yuri Lima contam que participar das manifestações é uma forma de aumentar a esperança na força da juventude brasileira.

”Nós estamos receosos com o futuro da educação. Somos bolsistas em colégio particular e os cortes de direitos promovidos por Temer, em programas como Prouni, Fies nos assustam. Mas, estamos aqui unidos, para mostrar que a juventude tem voz. A gente estuda história na escola e não vamos deixar esse golpe passar em branco, sem luta”, falou Yuri.

Nicole lembrou da força das mulheres estudantes.

”A gente se organiza em coletivos feministas, vai às ruas e acredita na Dilma como uma mulher forte para representar o Brasil”, disse.

Apoio feminino

Em seu discurso de defesa, Dilma Rousseff destacou a defesa das mulheres brasileiras ao mandato da primeira mulher eleita para o cargo mais importante de nação.

“As mulheres brasileiras têm sido, neste período, um esteio fundamental para minha resistência. Me cobriram de flores e me protegeram com sua solidariedade. Parceiras incansáveis de uma batalha em que a misoginia e o preconceito mostraram suas garras, as brasileiras expressaram, neste combate pela democracia e pelos direitos, sua força e resiliência. Bravas mulheres brasileiras, que tenho a honra e o dever de representar como primeira mulher presidenta do Brasil.”

Presente na manifestação, a dona de casa Ângela Maria, concorda com a fala da presidenta. Para ela, as mulheres estão construindo um novo futuro para o país.

”As mulheres estão construindo uma vida nova para si e para suas famílias. Estão mais participativas e como disse a presidenta, o país estava sendo comandado por uma mulher de pulso firme. Isso desperta essa misoginia ainda existente no mundo masculino e acredito também que foi parte importante para tramarem o golpe”, falou.

A ex-presidenta da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), Angela Meyer também estava presente no ato e reiterou a importância do apoio e participação das mulheres na luta contra o golpe.

”As mulheres por muito tempo nao participaram tão ativamente na política, até mesmo dentro dos movimentos sociais. Contudo, a eleição da presidenta Dilma inspirou e nos ajudou para que a gente tivesse mais coragem para tomar as ruas independente do machismo que a gente sofre. Então isso é muito importante, e hoje extremamente comovente. Assistir a presidenta de defender por horas e horas, só prova o quão inocente e forte ela é, e o quanto precisamos estar nas ruas para combater o golpe”, disse.

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