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Em São Paulo, 30 mil mostram que resistência contra o golpe continua

13/05/2016 às 17:05, por Renata Bars Fotos: Mídia Ninja.

Novo ato ocorre na tarde desta sexta, no Rio de Janeiro

Na noite da última quinta-feira (12), dia em que a democracia brasileira sofreu um de seus mais duros golpes com o afastamento da presidenta eleita Dilma Rousseff, cerca de 30 mil pessoas tomaram a Avenida Paulista em São Paulo, para mostrar que a luta continua. Liderado pela Frente Povo Sem Medo, o ato ”Temer Jamais, Resistir Por Direitos”, reafirmou a força dos movimentos sociais unidos.

”Esses golpistas vão governar em paz? Não. Não adianta vir nos ameaçar, reprimir e criminalizar movimento social porque isso nunca parou a luta do povo desse país e não é agora que vai parar”, falou do alto do carro de som, o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos.

No chão, o que se via era a esperança e a resistência pela democracia. Caras pintadas, palavras de ordem e abraços completaram o cenário da manifestação. Em frente ao prédio da Federação da Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), uma fogueira simbolizou a destruição do famoso pato – símbolo da entidade em favor do golpe.

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A estudante Milena Hatzel, conta que ficou desolada ao perceber que o golpe havia se consolidado, mas mostrou disposição para lutar. ”O que aconteceu hoje foi um absurdo, a gente tá assistindo um golpe e o país está regredido. Não tem como ficar parado. Vir pra rua é o mínimo que eu posso fazer agora. Passei minha vida toda sabendo como foi duro o golpe de 64 e como a galera lutou e agora é nossa hora”, falou.

Isabel Janine, também estudante, concorda que o povo deve continuar na rua. ” As pessoas tem que perceber que o povo não ficou satisfeito e vamos continuar lutando, mesmo que o impeachment já tenha acontecido”, destacou.

Novo ato

Nesta sexta-feira (13) será a vez do Rio de Janeiro dar o recado contra o golpe. ”Temer Jamais, Resistir por Direitos” acontece a partir das 18h na Cinelândia. O ato acontece em parceria com o movimento Liberdade, Folia e Luta – Carnaval contra o retrocesso, que levará blocos, grupos de arte, coletivos de cultura, midiativistas, sindicatos, e claro, os movimentos sociais para as ruas cariocas.

Saiba mais aqui.

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