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Em nova gestão, UEE-AM promete maior interiorização da entidade

25/06/2015 às 17:31, por Renata Bars.

Estudante de pedagogia da UEA, Bruna Brelaz assume a presidência

No final do último mês teve início mais uma gestão da União dos Estudantes do Amazonas (UEE-AM). Contando com a presença de 300 pessoas, o 7º Congresso da entidade elegeu a estudante de Pedagogia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Bruna Brelaz, como a nova presidenta.

Aos 20 anos, Bruna assume a frente da entidade amazonense com o objetivo de expandir a força estudantil pelo estado. ‘’ Um dos nossos principais desafios será a interiorização da entidade. Queremos que a UEE-AM contemple os estudantes das cidades mais distantes, claro, sem esquecer das pautas da capital’’, salientou.

Confira abaixo entrevista com a nova presidenta:

Como você começou no movimento estudantil?

Comecei no movimento estudantil ainda como secundarista. Participei de lutas pela melhoria do transporte público e a valorização da educação no estado. Quando ingressei na faculdade, por meio do sistema de cotas para estudantes de escolas públicas, tive a oportunidade de participar de eleições para o CA e também participei do DCE. Na UEE-AM comecei como 1ª secretária num momento de grande agitação, nas chamadas ‘’Jornadas de Junho’’. Foi uma época de grandes mobilizações. Conseguimos reunir muitos estudantes e realizar diversos protestos mostrando a força dos jovens amazonenses.

Como você se sentiu ao ser eleita presidenta da UEE-AM?

Foi um momento muito emocionante. Neste congresso em especial, conseguimos reunir estudantes dos mais diversos pontos do estado, tivemos uma grande representatividade do interior. Isto acontecer num local como o Amazonas, onde existem tantas peculiaridades geográficas, onde muitas vezes não há acesso por terra é realmente representativo.  Por isso um dos nossos objetivos é interiorizar ainda mais a entidade. Os estudantes do interior tem suas pautas específicas e precisam ser ouvidos.

Quais bandeiras você destaca neste início da gestão?

Além da interiorização da entidade, uma das pautas fundamentais é a utilização dos recursos obtidos com a exploração do minério no Amazonas na área da educação. A criação de uma nova universidade federal também é uma de nossas lutas já que aqui temos apenas uma universidade deste tipo.  Na questão do ensino privado, a criação de bandejões e o fortalecimento da assistência estudantil, principalmente para os estudantes  prounistas e do Fies, é um de nossos objetivos.

Como é representar as mulheres no movimento estudantil?

O  desafio de ser mulher e ser presidenta é enorme. A gente sabe que muitas vezes quando vamos dialogar com deputados, reitores ou ministros acontece uma certa intimidação. Porém eu acredito que estamos num momento crucial para empoderar cada vez mais as mulheres e superar essas questões preconceituosas. Quanto mais meninas participarem do movimento estudantil, mais outras meninas se sentirão representadas.  É um desafio longo e necessário, mas é uma pauta fundamental. Acredito que será gratificante.

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